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Centro de Educação Permanente em Vigilância da Saúde – Cursos Ofertados

24 de outubro de 2008 - 20:56

 

1. ESPECIALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA E CONTROLE DE ENDEMIAS

1.1 Apresentação: As ações de epidemiologia e controle das doenças foram descentralizadas para estados e municípios, que passaram a ser responsáveis pelo controle de endemias. A necessidade de aprofundar os conhecimentos sobre os conceitos epidemiológicos envolvidos na compreensão do comportamento e nas atividades de controle destas doenças tornaram-se uma necessidade para as equipes de vigilância em saúde. A Escola de Saúde Pública do Ceará promove o curso, visando a contribuir para a apropriação dos conhecimentos que servirão como subsídio aos serviços, diminuindo as distâncias entre a teoria e a prática no controle das principais endemias no Ceará.

1.2 Público-alvo: Profissionais de nível superior que atuam em Vigilância da Saúde nas esferas estadual e municipal de saúde. 

1.3 Objetivos:
– Compreender as atribuições do controle descentralizado das endemias;
– Identificar o modo de transmissão e controle das doenças transmissíveis;
– Conhecer as principais atividades operacionais envolvidas na vigilância e controle das endemias;
– Utilizar informações epidemiológicas no processo de avaliação e tomada de decisão de situações epidêmicas de risco; e
– Apresentar pesquisas de campo que influenciam as atividades de controle das doenças endêmicas.

1.4 Conteúdo: Políticas de Saúde; Vigilância à Saúde e Sistemas de Informação em Saúde; Promoção da Saúde; Planejamento e Gestão em Saúde, Epidemiologia e Controle de Endemias; Programas de Vigilância e Controle de Endemias; Informática Aplicada à Epidemiologia; Metodologia da Investigação Científica; Desenvolvimento de Habilidades Interpessoais.

1.5 Metodologia: O método de ensino utilizado é a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), complementado por posições interativas, estudos dirigidos, oficinas de trabalho e estudos de caso. A estrutura do curso é modular.

1.6 Carga-horária: 460 horas.
 
2. ESPECIALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL

2.1 Apresentação: No contexto do modelo de desenvolvimento adotado pela sociedade moderna, ganha importância a complexidade das inter-relações entre a saúde, o trabalho e o ambiente, potencializando os riscos ambientais e ocupacionais configurados no território. Atuar no enfrentamento de problemas desse novo cenário torna-se um grande desafio para os profissionais que atuam na área de vigilância em saúde no âmbito do SUS. A Especialização Vigilância em Saúde Ambiental vem atender as necessidades de capacitação necessárias à implementação das ações, considerando os diferentes contextos de riscos, em uma perspectiva de intervenção interdisciplinar e intersetorial.

2.2 Público-alvo: Profissionais que atuam em Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador no âmbito do Sistema Único de Saúde do Ceará.

2.3 Objetivos:
– Desenvolver nos participantes as competências profissionais necessárias para a excelência na execução das atividades inerentes ao processo de trabalho em vigilância em saúde ambiental;
– Compreender as inter-relações entre a saúde, o trabalho e o ambiente;
– Analisar as mudanças no perfil epidemiológico da população decorrentes do modelo de desenvolvimento adotado no estado;
– Analisar as formas de operacionalização dos programas de vigilância do ar, água, solo e desastres naturais;
– Realizar mapeamento de riscos utilizando ferramentas de georreferenciamento;
– Identificar os riscos e agravos relacionados ao trabalho e meio ambiente.

2.4 Conteúdo: Produção, Ambiente e Saúde; Política Nacional de Saúde Ambiental e Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador; Promoção e Vigilância à Saúde; Planejamento e Gestão em Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador; Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador; Avaliação de Riscos Ambientais e Riscos Ocupacionais: medidas de prevenção e controle; Epidemiologia dos Agravos Relacionados ao Ambiente e ao Trabalho; Metodologia da Investigação Científica; Desenvolvimento de Habilidades Interpessoais.

2.5 Metodologia: Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning/-PBL) como a principal metodologia de ensino-aprendizagem, além de exposições interativas, discussões em pequenos grupos, oficinas de trabalho, atividades práticas em campo, estudo de casos, exibição de vídeos.

2.6 Carga-horária: 460 horas.

 
3. ESPECIALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS

3.1 Apresentação: Para atender a demanda de formação de quadros estratégicos em Vigilância da Saúde das secretarias estaduais de saúde e municipais das regiões mais carentes de centros formadores, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde implantou a Rede de Formação de Recursos Humanos em Vigilância em Saúde.
A Escola de Saúde Pública do Ceará, em parceria com a Universidade Federal do Piauí, Universidade de Pernambuco e Universidade do Estado do Rio de Janeiro, oferta o Curso de Especialização em Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis no Estado do Ceará para a Região Nordeste. Este curso foi concebido para atender às necessidades de capacitação e auxiliar na estruturação do sistema de vigilância epidemiológica da Região Nordeste.

3.2 Público-alvo: Profissionais de nível superior dos estados do Nordeste que atuam nos serviços de Vigilância da Saúde das secretarias estaduais e municipais e os técnicos dos laboratórios centrais de saúde pública.

3.3 Objetivos:
– Habilitar os profissionais de saúde com novas tecnologias no campo da epidemiologia com ênfase à vigilância epidemiológica e controle das doenças transmissíveis;
– Identificar através de indicadores de saúde e das principais fontes de dados o perfil das doenças transmissíveis nos estados do Nordeste;
– Conhecer, aplicar e interpretar medidas de impacto sobre as doenças transmissíveis da região, em especial as relacionadas com o meio ambiente;
– Utilizar corretamente as diversas fontes de informações disponíveis para o monitoramento das doenças emergentes e re-emergentes;
– Contribuir para mudanças nos processos de trabalho, com vistas às novas responsabilidades na estruturação do Sistema Nacional de Vigilância em saúde nos três níveis de gestão do Sistema Único de Saúde;
– Produzir conhecimento, através da elaboração de monografia na área de vigilância epidemiológica das doenças transmissíveis.

3.4 Conteúdo: Políticas de Saúde; Vigilância em Saúde, Planejamento e Gestão em saúde; Conceitos e Aplicações em Epidemiologia; Bioestatística; Métodos Epidemiológicos Aplicados à Vigilância Epidemiológica de Doenças Transmissíveis, EPIINFO; Sistema de Informações e Análise de dados Processo infeccioso; Principais Programas de Controle de Doenças Transmissíveis; Metodologia da Investigação Científica; Desenvolvimento de Habilidades Interpessoais.

3.5 Metodologia: O método de ensino adotado é a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), complementado por exposições interativas, estudos dirigidos, oficinas de trabalho, estudos de casos e aulas práticas.

3.6 Carga-horária: 514 horas.

4. ESPECIALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA

4.1 Apresentação: Vigilância Sanitária, por suas funções e instrumentos, tem como objetivo principal realizar o controle sanitário de produtos, bens e serviços de interesse sanitário, bem como os ambientes por meio do desenvolvimento de ações que previnam, minimizem ou eliminem o risco sanitário que possam estar presentes nas atividades de produção, comercialização, consumo de produtos e prestação de serviços de interesse à saúde. O momento atual da Vigilância Sanitária busca categorizar seu elenco de ações baseado no risco sanitário existente e não mais na complexidade do processo.
Buscando contribuir com esse processo, a Escola de Saúde Pública do Ceará promove a capacitação dos técnicos dos níveis central, microrregional e municipal, visando desenvolver nos participantes os conhecimentos, habilidades e atitudes para o gerenciamento e operacionalização, com maior eficiência e eficácia, das ações de vigilância sanitária.

4.2 Público-alvo: Profissionais de nível superior da área de Vigilância Sanitária ou áreas afins.

4.3 Objetivos:
– Analisar a origem e a evolução da Vigilância Sanitária, bem como os aspectos da conjuntura sócio-econômica e mecanismos de financiamento relacionados às suas ações;
– Identificar estratégias de promoção à saúde em Vigilância Sanitária, com ênfase na Educação em Saúde;
– Compreender o processo de planejamento das ações de Vigilância Sanitária de modo a assegurar a promoção da saúde e o atendimento das necessidades da população;
– Desenvolver habilidades necessárias para realizar ações de inspeção sanitária relativas ao controle do meio ambiente e saúde do trabalhador, bens e serviços relacionados à saúde;
– Desenvolver habilidades para realizar ações de Vigilância Sanitária de forma ética;
– Coordenar processos de trabalho em equipe visando o aprimoramento do papel dos profissionais para a realização das ações de Vigilância Sanitária.

4.4 Conteúdo: Introdução à Metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas; Políticas de Saúde; Promoção da Saúde; Vigilância à Saúde; Planejamento em Saúde; Direito Sanitário; Vigilância de Produtos Relacionados à Saúde; Vigilância da Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente; Vigilância dos Serviços Relacionados à Saúde. Metodologia da Investigação Científica; Desenvolvimento de Habilidades Interpessoais.

4.5 Metodologia: O método de ensino adotado é a Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), complementado por exposições interativas, estudos dirigidos, oficinas de trabalho, estudos de casos e aulas práticas.

4.6 Carga-horária: 460 horas.

 
5. ATUALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E ACOMPANHAMENTO DOS CASOS DE DENGUE CLÁSSICO E HEMORRÁGICO

5.1 Apresentação: A progressão do número de casos de dengue e de áreas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti, tem acarretado conseqüências para a saúde da população, alvo de manifestações clínicas da doença, desde formas brandas até as graves, que podem levar ao êxito letal. Por isso se torna imperativo o desenvolvimento de estratégias para controle dessa doença. A Escola de Saúde Pública, em parceria com a Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, realiza a capacitação de profissionais que atuam nos sistemas de saúde locais, objetivando reduzir a morbi-mortalidade por dengue, nas suas diversas formas.

5.2 Público-alvo: Profissionais médicos que atuam nos municípios das Coordenadorias Regionais de Saúde do Estado do Ceará.

5.3 Objetivos:
– Aprofundar os conhecimentos sobre os conceitos envolvidos na compreensão do comportamento epidemiológico das atividades de controle e do tratamento da dengue, na perspectiva de redução da morbi-mortalidade;
– Discutir a importância das ações de controle direcionadas para a quebra da cadeia epidemiológica da dengue;
– Identificar os principais conteúdos técnicos científicos relacionados à dengue, no que se refere ao quadro clínico, diagnóstico diferencial e laboratorial, conduta terapêutica, fisiopatogenia, aspectos epidemiológicos e preventivos e os critérios de notificação de casos.

5.4 Conteúdo:
Aspectos Epidemiológicos da Dengue no Ceará; Aspectos Entomológicos do Aedes aegypti; Diagnóstico Laboratorial; Fisiopatologia Clínica das Formas de Dengue; Tratamento das Formas Clínicas da Dengue; Diagnóstico Diferencial da Dengue.

5.5 Metodologia:
O processo de ensino-aprendizagem dar-se-á por meio de exposições interativas, discussões em pequenos grupos seguidos de plenária, estudo dirigido de textos, discussão de casos clínicos e debates.

5.6 Carga-horária:
20 horas.

 
6. ATUALIZAÇÃO EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA

6.1 Apresentação:
Apesar dos avanços obtidos, é reconhecida a necessidade de aprimorar a gestão e a condução das ações de Vigilância Sanitária por meio da ampliação de conhecimentos e do desenvolvimento e apropriação, pelas equipes das diversas esferas do sistema, de metodologias e instrumentos apropriados à organização e à execução dos serviços. Ao oferecer este curso, a Escola de Saúde Pública do Ceará objetiva fornecer subsídios fundamentais para a apreensão de conhecimentos contextualizados ao novo papel do profissional de Vigilância Sanitária, buscando a intersetorialidade e o trabalho multidisciplinar.

6.2 Público-alvo:
Profissionais de nível superior que atuam na área de Vigilância Sanitária ou áreas afins.]

6.3 Objetivos:
– Analisar as ações e competências da vigilância sanitária no contexto do sistema de saúde;
– Compreender as implicações do modelo de desenvolvimento para a saúde, o trabalho e o ambiente e as relações com a vigilância sanitária;
–  Desenvolver competências profissionais para a operacionalização das ações de vigilância sanitária;
– Conhecer as metodologias de identificação, avaliação e comunicação de riscos sanitários no âmbito do território;
– Identificar as formas de financiamento das ações de vigilância sanitária;
– Elaborar plano de ação para a Vigilância sanitária;
– Discutir do ponto de vista ético as práticas e as atitudes dos profissionais que atuam em vigilância sanitária.

6.4 Conteúdo:
Ações e Competências em Vigilância Sanitária no Âmbito do Sistema de Saúde; Financiamento das Ações de Vigilância Sanitária; A Inspeção Sanitária; Instrumentos e Bases Legais em Vigilância Sanitária; Boas Práticas de Inspeção e Procedimentos Operacionais Padronizados; Metodologias de Identificação, Avaliação e Comunicação dos Riscos Sanitários; Ética em Vigilância Sanitária; Planejamento e Plano de Ação em Vigilância Sanitária.

6.5 Metodologia:
O curso adotará como métodos de ensino aprendizagem: exposições interativas, estudos dirigidos, oficinas de trabalho, estudos de casos, oficinas de trabalho e atividades práticas em campo.

6.6 Carga-horária: 80 horas.


7. BÁSICO DE ANÁLISE DE INDICADORES DE SAÚDE

7.1 Apresentação:
A perspectiva de organização dos sistemas e serviços de saúde requer dos técnicos da saúde a utilização da informação como um instrumento para fundamentar suas ações. Logo, estes técnicos devem necessariamente se apropriar de mecanismos e metodologias que orientem suas decisões através da análise e interpretação de indicadores “chaves” dos sistemas e serviços de saúde, devendo ser capazes de “captar, transferir, disseminar e utilizar a informação de forma proativa e interativa”. O presente curso objetiva desenvolver nos participantes os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias aos participantes para a análise e interpretação dos indicadores de saúde, subsídio para a tomada de decisão.

7.2 Público-alvo: Técnicos de nível superior, preferencialmente que atuam na área de Vigilância em Saúde.

7.3 Objetivos:
– Compreender o conceito de epidemiologia, seus objetivos e sua importância para a análise de dados de saúde;
– Conhecer o conceito e categorias de indicadores e os elementos que o compõem;
– Compreender o significado e o possível uso dos indicadores de saúde utilizados para construir o perfil epidemiológico de uma população;
– Conhecer as principais medidas utilizadas em Saúde Coletiva;
– Perceber a importância da seleção de indicadores adequados na avaliação dos sistemas e serviços de saúde;
– Compreender o processo da avaliação de indicadores de saúde e discutir sua importância no processo de gestão municipal;
– Adquirir noções básicas sobre as normas de elaboração de gráficos e tabelas para apresentação de dados e informações.

7.4 Conteúdo: Epidemiologia e a Concepção do Processo Saúde-Doença: Histórico, Definições e Usos; Epidemiologia Descritiva: Variáveis de Espaço, Tempo e Pessoa; Medidas em Saúde Coletiva; Análise, Interpretação e Apresentação de Dados e Informações Epidemiológicas; Indicadores de Saúde; Avaliação dos Principais Indicadores de Saúde Utilizados no Controle e Monitoramento das Doenças, da Atenção Básica, Saúde Bucal e da Gestão em Saúde.

7.5 Metodologia: O curso adota metodologias de ensino-aprendizagem centradas no estudante, fortalecendo o auto-aprendizado e a contextualização do conhecimento com a prática profissional. Utiliza estudos de caso, oficinas de trabalho, estudo dirigido e exposições interativas

7.6 Carga-horária: 40 horas.

8. BÁSICO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL

8.1 Apresentação: Os atuais processos de desenvolvimento sociais e econômicos repercutem nas relações que ocorrem nos territórios, causando impactos sobre a saúde dos seres humanos. O monitoramento e controle dessas mudanças envolvem conhecimento de natureza complexa e capacidade de enfrentamento dos problemas e tomada de decisão por parte dos profissionais da saúde. O curso objetiva instrumentalizar os técnicos para a implantação e operacionalização das ações relacionadas ao campo da Vigilância em Saúde Ambiental, prioritariamente a problemas decorrentes da contaminação do ar, água e solo.

8.2 Público-alvo:
Profissionais que atuam em Vigilância em Saúde no âmbito do SUS/CE.

8.3 Objetivos:
– Identificar as atribuições e competências da Vigilância em Saúde Ambiental
– Apresentar os programas de monitoramento e vigilância da qualidade do ar, água e solo
– Conhecer os procedimentos e técnicas para realização de coletas ambientais do ar, água e solo
– Analisar o perfil de morbi-mortalidade da população cearense e a possível correlação com as variáveis ambientais

8.4 Conteúdo: Competências e Atribuições da Vigilância em Saúde Ambiental; Programas de Vigilância em Saúde Ambiental; Técnicas de Coleta de Amostras Ambientais; Epidemiologia Ambiental; Toxicologia Ambiental; Avaliação e Gerenciamento de Riscos.

8.5 Metodologia: O processo de ensino-aprendizagem dar-se-á por meio de exposições interativas, discussões em pequenos grupos, estudo dirigido de textos, oficinas de trabalho e atividades práticas.

8.6 Carga-horária: 40 horas.


9. BÁSICO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

9.1 Apresentação: As ações de Vigilância Sanitária objetivam promover e proteger a saúde da população, por meio do controle dos fatores de riscos relacionados à prestação de serviços e produção de bens de interesse sanitário, ao meio ambiente e saúde do trabalhador. Desse modo, a Escola de Saúde Pública do Ceará realiza o Curso Básico de Vigilância Sanitária visando a atender às necessidades de capacitação dos profissionais em relação às atividades da área de Vigilância Sanitária, contribuindo para a incorporação de novos saberes e práticas necessárias para a resolução dos problemas enfrentados nesse campo da saúde coletiva.

9.2 Público-alvo: Profissionais de nível superior que atuam na Vigilância Sanitária ou áreas afins.

9.3 Objetivos:
– Analisar os componentes da inspeção sanitária, suas bases e instrumentos legais;

– Adotar as Boas Práticas para inspeção de produtos e serviços;
– Identificar e aplicar corretamente a legislação específica quando do preenchimento dos instrumentos utilizados;
– Compreender a importância de um sistema de informação para tomada de decisão em vigilância sanitária;
– Descrever as técnicas de coleta, objetivos e modalidades de análises de produtos relacionados à saúde;
– Identificar os procedimentos e atos administrativos que apóiam as ações de vigilância sanitária;
– Adquirir conhecimentos relativos a avaliação de riscos em produtos e serviços de interesse sanitário;
– Compreender o processo de planejamento das ações de vigilância sanitária.

9.4 Conteúdo: Áreas de abrangência da Vigilância Sanitária; Processos administrativos – sanitários e instrumentos utilizados para desenvolver as ações de VISA; Inspeção Sanitária; Rotulagem de Produtos de Interesse Sanitário; Controle de Medicamentos; Coleta de Amostras e Tipos de Análises; Vigilância do Meio Ambiente: Soluções Alternativas para Problemas Ambientais; Aspectos Ssanitários de Criadouros e Abatedouros de Animais e Aspectos Sensoriais dos Produtos de Origem Animal; Sistemas de Informação Voltados para as Ações de VISA; Plano de Ação em Vigilância Sanitária.

9.5 Metodologia: O conteúdo do curso será ministrado por meio de metodologias inovadoras de ensino-aprendizagem, focadas no estudante, onde serão realizadas oficinas, aulas expositivas, estudos dirigidos, estudos de caso e dinâmicas de grupo.

9.6 Carga-horária: 40 horas.

 
10. BÁSICO EM CONTROLE DE INFECÇÃO EM SERVIÇOS DE SAÚDE

10.1 Apresentação: A ocorrência de infecções em serviços de saúde causa transtornos para a saúde pública, as instituições e os pacientes, sendo responsável direta ou indiretamente por elevações nas taxas de morbi-mortalidade, tempo de internação e dos custos decorrentes, além de ameaça de disseminação de patógenos multirresistentes nos ambientes. A ampliação da abrangência das ações de prevenção e controle para os demais serviços de saúde valoriza a prevenção e controle de risco e o alcance de resultados na redução da freqüência e gravidade das infecções.
A Escola de Saúde Pública do Ceará desenvolveu o curso visando a atender às necessidades de capacitação dos profissionais de saúde que atuam na área de controle de infecções nos serviços de saúde, no sentido de instrumentalizá-los para o enfrentamento desse problema e a adoção de medidas que visem minimizar os riscos.

10.2 Público-alvo: Profissionais de nível superior que atuem na rede hospitalar e membros das Comissões de Controle de Infecção em Serviços de Saúde.

10.3 Objetivos:
– Compreender a fisiopatogenia das principais infecções hospitalares e identificar os fatores de risco que aumentam sua ocorrência;
– Indicar medidas de prevenção eficazes para a minimização da ocorrência das infecções relacionadas à  assistência à saúde;
– Identificar o mecanismo de resistência desenvolvido pelos principais microorganismos causadores de infecção hospitalar;
– Conhecer metodologias para racionalizar o uso de antimicrobianos a fim de assistir adequadamente o paciente e minimizar o impacto ambiental; 
– Compreender quais são os objetivos da vigilância epidemiológica das infecções hospitalares;
– Identificar o método prospectivo com busca ativa de dados como o ideal para a adequada prevenção e controle das infecções hospitalares.

10.4 Conteúdo: História do Controle de Infecção Hospitalar; Legislação relacionada ao Controle de Infecções; Cadeia Epidemiológica de transmissão das Infecções; Principais Infecções Nosocomiais; Investigação de Surtos em Neonatologia; O Papel dos Profissionais de Saúde no Controle das Infecções Hospitalares; Medidas de Precaução e Isolamento; Microbiologia Clínica aplicada à Infecção Hospitalar; Uso Racional de Antimicrobianos; Limpeza de Ambientes, Artigos e Superfícies; Vigilância Epidemiológica das Infecções Hospitalares.  Critérios NNISS de Diagnóstico das Infecções Hospitalares; Sistema Nacional de Notificação das Infecções Hospitalares – SINAIS;

10.5 Metodologia: O processo de ensino-aprendizagem dar-se-á por meio de exposições interativas, discussões em pequenos grupos, estudo dirigido de textos, atividades práticas.

10.6 Carga-horária: 40 horas.
 
11. BÁSICO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE

11.1 Apresentação: Os Sistemas de Informação em Saúde servem como ferramenta que possibilitam a análise e monitoramento da situação de saúde de determinada população. Apesar das deficiências existentes em cada um dos sistemas, explorar suas possibilidades é uma tarefa primordial de quem trabalha com vigilância em saúde, na busca de um aprimoramento da capacidade analítica e de monitoramento do comportamento epidemiológico das doenças de interesse em saúde pública.
Para atender as necessidades de capacitação dos profissionais, a Escola de Saúde Pública do Ceará desenvolveu o curso, objetivando contribuir para o desenvolvimento de competências necessárias à execução de atividades relacionadas aos sistemas de informação utilizados na área da saúde.

11.2 Público-alvo: Técnicos de nível médio e superior, preferencialmente que atuam na área de Vigilância Epidemiológica e Sistemas de Informação nos municípios e Células Regionais de Saúde – CRES.

11.3 Objetivos:
– Compreender o conceito, princípios, fluxo e finalidades dos Sistemas de Informação em Saúde;
– Identificar os componentes de um Sistema de Informação em Saúde;
– Identificar os principais tipos e fontes de dados e informações utilizados para construção de indicadores úteis para o diagnóstico situacional dos municípios;
– Desenvolver análises com base no banco de dados do Sistema de Informação do Ministério da Saúde; e
– Conhecer os principais Subsistemas de Informação utilizados pelo Ministério da Saúde.

11.4 Conteúdo: Sistema de Informação: Conceitos, Finalidades, Princípios e Aspectos Metodológicos; Tipos e Fontes de Dados; Construção de Indicadores; Análise e Interpretação dos Dados; Apresentação das Informações: Conceitos e Práticos; A Internet como Fonte de Informação e de Pesquisas em Saúde; A Informação para a Tomada de Decisão e Sistemas de Informação Utilizados pelos Municípios.

11.5 Metodologia: O curso adota metodologias de ensino-aprendizagem centradas no estudante, fortalecendo o auto-aprendizado e a contextualização do conhecimento com a prática profissional. Utiliza estudos de caso, oficinas de trabalho, estudo dirigido e exposições interativas.

11.6 Carga-horária: 40 horas.
 
12. BÁSICO SOBRE USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS

 
12.1 Apresentação: A promoção do uso racional de medicamentos é um componente muito importante de uma política nacional de medicamentos. A Organização Mundial da Saúde estima que mais da metade de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos inapropriadamente e que metade dos pacientes não os usam corretamente, podendo trazer sérios riscos à saúde. A Escola de Saúde Pública do Ceará realiza o curso com o objetivo de atender as necessidades de capacitação dos profissionais em relação à prescrição de medicamentos, em especial antimicrobianos, contribuindo para o uso racional e a promoção da saúde.

12.2 Público-alvo: Profissionais médicos que atuam na atenção básica.

12.3 Objetivos:
– Analisar a origem das prescrições médicas em especial ao uso indiscriminado de antimicrobianos;

– Analisar a importância da adoção da conduta baseada em evidências;
– Conhecer os principais erros encontrados nas prescrições de medicamentos;
– Compreender as bases da segurança, eficiência e custos dos medicamentos;
– Compreender as diretrizes farmacoterapêuticas para a racionalidade na prescrição;
– Desenvolver habilidades necessárias para prescrição de medicamentos pautadas na promoção do uso racional.

12.4 Conteúdo: Conduta Baseada em Evidências; Racionalidade na Prescrição Médica; Diretrizes Farmacoterapêuticas; Promoção do Uso Racional de Medicamentos; Segurança, Eficiência e Custos dos Medicamentos; Erros Comuns nas Prescrições; Boas Práticas de Prescrição.

12.5 Metodologia: O curso adota metodologias de ensino-aprendizagem centradas no estudante fortalecendo o auto-aprendizado e a contextualização do conhecimento com a prática profissional. Utiliza estudos de caso, oficinas de trabalho, estudo dirigido e exposições interativas.

12.6 Carga-horária: 24 horas.