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Diretoria de Educação Profissional em Saúde – Cursos Ofertados

24 de outubro de 2008 - 20:58

 

1. ATUALIZAÇÃO PARA PROFISSIONAIS DE NÍVEL TÉCNICO DA ÁREA DA SAÚDE

1.1 Apresentação:
No Brasil, há uma consciência crescente no âmbito do governo e da sociedade de que se faz necessária uma mudança do modelo assistencial predominante e uma reordenação do sistema de saúde, com vistas à efetividade, à qualidade e à racionalização dos custos. Para tanto, faz-se necessário o desenvolvimento de atividades diversificadas a serem executadas por diversos profissionais da área, incluindo aí o pessoal de nível técnico. No debate contemporâneo sobre educação 
 
1. TÉCNICO DE AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE

1.1 Apresentação: O Programa dos Agentes de Saúde do Ceará criado em 1987 produziu um grande impacto na saúde dos cearenses, reduzindo de forma significativa a mortalidade infantil. Os Agentes Comunitários de Saúde – ACS chamaram a atenção pelo resultado do seu trabalho, e o sucesso levou o Ministério da Saúde a expandir esta iniciativa, criando o Programa Agentes Comunitários de Saúde – PACS, em 1991. Atualmente, são 13.902 ACS distribuídos em 184 municípios cearenses e, aproximadamente, 200 mil trabalhando nos estados do Brasil. O ACS é componente da equipe da Estratégia Saúde da Família, desempenhando um importante papel na integração serviço de saúde, família e comunidade. A organização do ACS em busca do reconhecimento legal da sua profissão propiciou a criação, a partir da Lei Federal Nº. 10.507, em julho de 2002, da categoria de Agente Comunitário de Saúde. No ano de 2004, foram delineadas as diretrizes e as competências que subsidiaram a elaboração do referencial curricular deste curso, no qual foram capacitados na Etapa Formativa I, até o momento atual, 10.662 ACS do Estado.

1.2 Público-alvo: De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, o acesso dos Agentes Comunitários de Saúde ao Curso Técnico atenderá aos seguintes critérios:
Etapa Formativa I – formação inicial: acesso a todos os agentes comunitários de saúde inseridos no Sistema Único de Saúde, independente da escolarização;
Etapa Formativa II – concluintes da etapa formativa I, com certificado de conclusão ou atestado de realização concomitante do ensino fundamental;
Etapa Formativa III – concluintes das etapas formativas I e II, com certificado de conclusão ou atestado de realização concomitante do ensino médio.

1.3 Objetivo: Formar os Agentes Comunitários de Saúde para seu trabalho como técnico de nível médio, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

1.4 Conteúdo:

Etapa I – Contextualização, aproximação e dimensionamento dos problemas da comunidade. O perfil social do técnico agente comunitário de saúde e seu papel no âmbito da equipe multiprofissional da rede básica do SUS. Constituída de quatro fases.
Etapa II – Desenvolvimento de competências no âmbito da promoção, prevenção e monitoramento das situações de risco ambiental e sanitário. Constituída de duas fases.
Etapa III – Desenvolvimento de competências no âmbito da promoção da saúde e prevenção de doenças, dirigidas aos indivíduos, grupos específicos e às doenças prevalentes. Constituída de seis fases.

1.5 Metodologia: O curso utiliza fundamentalmente a Metodologia Participativa que possibilita o desenvolvimento de um processo de aprendizagem, considerando os conhecimentos prévios, direcionado para a solução de problemas, voltado para a prática favorecendo a troca de experiências e a inclusão de novos conhecimentos.
O curso acontece de maneira descentralizada nos próprios municípios com turmas de aproximadamente 30 alunos. Nos municípios que não atingirem 30 alunos as turmas são formadas com o número existente.

1.6 Carga-horária: O Curso está estruturado com uma carga-horária mínima de 1.800 horas, conforme as Resoluções CNE/CEB 04/1999, CNE/CEB 01/2004 e CEC 389/2004, distribuídas em três etapas formativas, sendo 520 horas na primeira etapa, 320 horas na segunda e 960 horas na terceira.
 
2. TÉCNICO EM ENFERMAGEM

2.1 Apresentação: A projeção futura revela que a formação profissional na área de enfermagem será de grande valia para atender a demanda dos serviços de saúde, considerando que 66% da mão de obra em saúde é composta de pessoal de nível técnico e tendo em vista fatores como o envelhecimento da população brasileira, as mudanças tecnológicas do setor saúde, a estrutura de morbidade da população, a expansão da atenção básica e do atendimento domiciliar em substituição ao atendimento hospitalar. Portanto, faz-se necessário o investimento na formação de técnicos em enfermagem, com intuito de responder a essas necessidades de formação. Nesse sentido, a ESP-CE planejou esse curso permitindo o acesso do participante a uma formação contextualizada, em consonância com os princípios e diretrizes do SUS.

2.2 Público-alvo: Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o ensino médio.

2.3 Requisitos de Acessos: Ao aluno que concluir os módulos Contextual Básico e Específico I, II deste plano de curso, será conferido Certificado de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem.
Ao aluno que concluir os quatro módulos correspondentes a esta habilitação e cumprir com os requisitos de acesso, será conferido o Diploma de Técnico em Enfermagem.

2.4 Objetivo: Formar técnicos em enfermagem, para atuarem na área de saúde, observando o compromisso social e a ética profissional no desempenho de suas funções, a fim de contribuir com a excelência da Atenção à Saúde e com a melhoria da qualidade de vida da população cearense.

2.5 Metodologia: Utiliza-se metodologia da problematização para assegurar que o aluno seja principal sujeito do processo ensino-aprendizagem, participando ativamente da construção do seu conhecimento. Ela viabiliza o desenvolvimento do senso crítico, político e ético, além da criatividade e das potencialidades, permitindo o aperfeiçoando das competências. Dessa forma, torna-se possível ao sujeito, a compreensão do contexto no qual está inserido, do complexo processo saúde-doença e da aplicação de suas competências à realidade, otimizando a qualidade da assistência prestada à população.

2.6 Conteúdo:

O curso é ministrado em quatro módulos:
Contextual Básico: Introdução à profissão técnico em enfermagem; Gestão em saúde e planejamento do trabalho; Educação para o autocuidado; Saúde e Segurança do trabalho; Biossegurança nas ações de saúde; Ética e legislação em saúde; Suporte básico de vida.
Específico I: Organização do processo de trabalho em enfermagem I; Enfermagem na implementação de ações de biossegurança; Preparação e acompanhamento de exames diagnósticos; Enfermagem na assistência a saúde coletiva; Cuidando do cliente/paciente em tratamento clínico.
Específico II: Cuidando do cliente/paciente em tratamento cirúrgico; Enfermagem em saúde mental; Cuidando do cliente/paciente em urgência e emergência; Assistindo a criança ao adolescente / jovem e a mulher.
Específico III: Organizando o processo de trabalho em enfermagem II; Controlando a infecção hospitalar; Cuidando do paciente crítico.

2.7 Carga-horária: O curso tem uma carga-horária de 1.800 horas, distribuídas entre 1.200 horas de atividades teórico-práticas e 600 horas de estágio.

3. TÉCNICO EM ENFERMAGEM INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO

3.1 Apresentação: O Ceará, em consonância com as políticas públicas federais em educação, criou as escolas estaduais de educação profissional, cujo foco é a oferta de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional. Tendo em vista que a oferta de ensino profissionalizante no Ceará precisa ser ampliada, considerando-se o percentual de atendimento aos egressos do Ensino Médio, a Secretaria de Educação (SEDUC) em parceria com a Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) iniciou a partir de 2008 a formação de 3.150 alunos do Curso Técnico em Enfermagem Integrado ao Ensino Médio. Essa iniciativa faz parte do Programa Brasil Profissionalizado do Governo federal, que tem como objetivo ampliar e qualificar a oferta de educação profissional e tecnológica de nível médio nas redes estaduais de ensino.

3.2 Público-alvo: Pessoas da comunidade cursando o Ensino Médio.

3.3 Objetivos: Formar técnicos em Enfermagem, a partir da integração curricular com o Ensino Médio, para atuarem na área de saúde, observando o compromisso social e a ética profissional no desempenho de suas funções, a fim de contribuir com a excelência da Atenção à Saúde e com a melhoria da qualidade de vida da população cearense.

3.4 Metodologia: Utiliza-se metodologia da problematização para assegurar que o aluno seja principal sujeito do processo ensino-aprendizagem, participando ativamente da construção do seu conhecimento. Ela viabiliza o desenvolvimento do senso crítico, político e ético, além da criatividade e das potencialidades, permitindo o aperfeiçoando das competências. Dessa forma, torna-se possível ao sujeito, a compreensão do contexto no qual está inserido, do complexo processo saúde-doença e da aplicação de suas competências à realidade, otimizando a qualidade da assistência prestada à população.

3.5 Conteúdo

O curso é ministrado em quatro módulos:
Contextual Básico: Introdução à profissão; Educação para o autocuidado; Saúde e Segurança no trabalho; Ética em saúde; Informática aplicada à Enfermagem.
Específico I: Enfermagem na assistência à saúde coletiva; Preparação e acompanhamento de exames diagnósticos; Cuidando do cliente/paciente em tratamento clínico.
Específico II: Cuidando do cliente/paciente em tratamento cirúrgico; Controlando a infecção hospitalar; Cuidando do cliente/paciente em urgência e emergência.
Específico III: Enfermagem em saúde mental; Assistindo a criança ao adolescente / jovem e a mulher; Cuidando do paciente crítico.

3.6 Carga-horária: O curso tem uma carga-horária de 1.700 horas, distribuídas entre 1.100 horas de atividades teórico-práticas e 600 horas de estágio.
 
4. TÉCNICO EM SAÚDE BUCAL – TSB
 
4.1 Apresentação: A Estratégia de Saúde da Família busca a vigilância à saúde, por meio de um conjunto de ações individuais e coletivas, situadas no primeiro nível da atenção voltadas à promoção, prevenção e tratamento dos agravos à saúde. A inserção da equipe de saúde bucal no PSF, considerada um dos componentes da saúde em sua expressão mais ampla – enquanto qualidade de vida – adquire maior importância como estratégia de ampliação do acesso da população a essas ações que viabilizem a melhoria do quadro epidemiológico no Brasil. Este curso objetiva, pois, formar Técnicos em Saúde Bucal (TSB), com um perfil de desempenho exigido pelo Ministério da Saúde possibilitando, assim, a ampliação das ações de Saúde Bucal, por meio da implantação de Equipes de Saúde Bucal Modalidade II.

4.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.

4.3 Objetivos:
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Compreender os objetivos, princípios, bases operacionais e ações da Estratégia de Saúde da Família, com vistas à sua inserção na equipe de saúde bucal.
– Compreender o processo saúde-doença bucal, seu impacto na saúde pública e atual perfil epidemiológico, com a finalidade de contribuir na melhoria dos indicadores de saúde bucal da população do território.
– Contribuir para uma melhor integração entre os membros da equipe do PSF, da equipe de saúde bucal e dos usuários do sistema de saúde, visando a estabelecer vínculo com a população e relações interpessoais positivas entre os membros da ESB.
– Auxiliar na organização e planejamento das ações individuais e coletivas em saúde bucal nos ambientes comunitários e nos consultórios odontológicos das unidades de referência, visando à eficiência e eficácia das ações de promoção da saúde.
– Realizar, sob supervisão do cirurgião-dentista, levantamentos epidemiológicos, para subsidiar o planejamento de ações educativas e preventivas em saúde bucal, visando à redução da cárie e outras doenças da cavidade oral.

– Realizar procedimentos clínicos específicos em Odontologia, conforme regulamentação do exercício profissional, visando à ampliação do acesso da população às ações.

4.4 Metodologia:
Considerando as peculiaridades da educação profissional, a metodologia utilizada envolve técnicas dinâmicas e indissociáveis dos conteúdos, proporcionando a interação teoria-prática, priorizando-se a problematização, o que torna a aprendizagem mais significativa.

4.5 Conteúdo
O curso é ministrado em quatro módulos:
Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de TSB; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I: O TSB/ASB e a Segurança no Trabalho Odontológico; O TSB/ASB e a Biossegurança na Prática Odontológica; O TSB/ASB na Clínica Odontológica.
Módulo Específico II: O TSB e o Processo de Saúde-Doença Bucal; O TSB e as Ações Coletivas em Saúde Bucal; O TSB e as Ações Básicas e Especializadas em Saúde Bucal; O TSB e Prevenção no Consultório Odontológico.
Módulo Específico III: O TSB e o Tratamento do Processo Saúde-Doença Bucal I; O TSB e o Tratamento do Processo Saúde-Doença Bucal II.

 
4.6 Carga-horária:
1.800 horas, distribuídas da seguinte maneira: 1.200 horas teórico-práticas e 600 horas de estágio supervisionado.
 
5. TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS

5.1 Apresentação:
As Ciências Laboratoriais aplicadas à Saúde são uma área científica inerente à investigação clínico- laboratorial, com a finalidade de dar suporte ao diagnóstico, tratamento e prevenção da doença. Baseia-se nos princípios da biologia celular e molecular com vista à compreensão do funcionamento normal e patológico no homem e outros animais. O estudo das Ciências Laboratoriais e a sua aplicação na saúde requerem conhecimentos sólidos em um leque abrangente de Ciências Sociais, Exatas, Biológicas e Médicas.  Esse estudo vai servir de suporte para a aquisição de saberes que permitam compreender a importância do laboratório no diagnóstico de condições específicas da doença, a fisiopatologia e biologia da doença, epidemiologia, identificação de técnicas estatísticas apropriadas para permitir uma interpretação válida dos resultados experimentais, conhecimento do Código de Boas Práticas Laboratoriais, incluindo aspectos de saúde e segurança e considerações éticas e legais.

5.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.

5.3 Objetivos:
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Melhorar a qualidade no atendimento nos laboratórios atendidos pelos SUS, realizando com excelência serviços de apoio no diagnóstico para contribuir com Atenção à Saúde.
– Aumentar a capacitação da equipe buscando ações multidisciplinares na investigação de novas tecnologias biomédicas relacionadas às Análises Clínicas e uma melhoria nos resultados dos exames para garantir atuação eficiente e eficaz na área da Saúde.
– Capacitar os técnicos de laboratórios para entender a importância dos resultados de um exame bem feito e suas conseqüências quanto ao resultado liberado de forma duvidosa garantindo qualidade de vida da população cearense.
– Oferecer novas oportunidades de trabalho aos jovens da região, contribuindo para a inserção social e qualidade de vida.

5.4 Metodologia:
Considerando as peculiaridades da educação profissional, a metodologia utilizada envolve técnicas dinâmicas e indissociáveis dos conteúdos, proporcionando a interação teoria-prática, priorizando-se a problematização, o que torna a aprendizagem mais significativa.

5.5 Conteúdo
O curso é ministrado em quatro módulos:
Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de Técnico de Patologia Clínica; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I: Estrutura Básica Organizacional, Tecnológica e Humana do Laboratório de Análises Clínicas; Uso de Vidrarias; Uso do Microscópio Óptico; Fatores de Interferência Pré-analíticas nos Resultados de Exames Laboratoriais; Coleta de Amostras Biológicas; Coleta de Amostras Sanguíneas; Noções em hematologia.
Módulo Específico II: Noções em Imunologia, Coagulação, Bioquímica Clínica, Uroanálise, Parasitologia, Microbiologia e Gasometria.
Módulo Específico III: Noções em Virologia e Hormonologia; Marcadores Tumorais; Biologia Molecular; Fase Pós-Analítica; Infecção Hospitalar e Biossegurança Laboratorial; Esterilização e Desinfecção; Controle de Qualidade.

5.6 Carga-horária:
1.800 horas distribuídas entre 1.200 horas teórico-práticas e 600 horas de estágio supervisionado.

6. TÉCNICO EM RADIOLOGIA

6.1 Apresentação:
Com o rápido avanço tecnológico na área de radiodiagnóstico e crescimento de Centros de Diagnóstico no Brasil, existe uma carência de Técnicos em Radiologia no mercado de trabalho, que tenham uma formação adequada para atendimento das necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Há, portanto, uma evolução previsível para o Técnico em Radiologia, seja em virtude da maior oferta de emprego na área, devido à incorporação de novas tecnologias e, conseqüentemente, requerimento de novas competências para este profissional, seja pela necessidade crescente de formação e aperfeiçoamento profissional exigido no mercado. Por este motivo, a Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) promove o Curso de Formação Técnica em Radiologia, baseado em competências, para atender às necessidades do SUS.

6.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o ensino médio.

6.3 Objetivos:
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, ampliando seu campo de atuação.
– Favorecer a inserção do Técnico em Radiologia no mercado de trabalho.
– Favorecer o aperfeiçoamento profissional do Técnico em Radiologia.
– Favorecer a adoção de atitudes positivas do Técnico em Radiologia frente a mudanças e a novas situações profissionais.

6.4 Metodologia:
Considerando que as importantes mudanças no contexto social, demográfico, epidemiológico, científico e tecnológico têm tornado a prática no campo da saúde cada vez mais complexa, exigindo das instituições educacionais importantes mudanças, principalmente no que se refere às suas abordagens educacionais, a ESP-CE utiliza estratégias metodológicas baseadas em questões, com o objetivo de melhor capacitar os profissionais de saúde para responder adequadamente às necessidades da comunidade e enfrentar novos desafios, promovendo, além da aprendizagem de conhecimentos integrados, o desenvolvimento de atitudes de cooperação, suporte mútuo e congruência social.

6.5 Conteúdo
O curso é ministrado em quatro módulos:
Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de TPD; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde e Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I: Elementos de Física Radiológica; Proteção Radiológica; Elementos de Anatomofisiologia; Elementos de Patologia; Processamento de Imagens Radiológicas; Técnicas de Posicionamento e Incidências Radiográficas; Aplicações Básicas de Informática; e Inglês Instrumental em Radiologia;
Módulo Específico II: Radiologia Convencional I; Densitometria Óssea; Exames Contrastados; Mamografia; Medicina Nuclear; e Hemodinâmica.
Módulo Específico III: Tomografia Computadorizada; Ressonância Magnética Nuclear; Procedimento de Radioterapia; Radiologia Odontológica; Radiologia Veterinária; e Radiologia Industrial.

6.6 Carga-horária:
1.900 horas distribuídas em 1.240 horas teórico-práticas e 660 horas de estágio supervisionado.

7. TÉCNICO EM CITOPATOLOGIA

7.1 Apresentação:
O Curso Técnico em Citopatologia visa a oferecer ao aluno a aquisição de conhecimento técnico-profissionalizante em citologia na área de Saúde, capacitando-o não somente a exercer suas atividades específicas, mas torná-lo comprometido com a política nacional de controle do câncer do colo do útero e de mama, buscando ações de promoção e proteção à saúde, diagnóstico precoce e/ou tratamento de lesões precursoras.

7.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.

7.3 Objetivos:
– Formar profissionais técnicos de nível médio, para atuarem na área de saúde, observando o compromisso social e a ética profissional no desempenho de suas funções, a fim de contribuir com a excelência da Atenção à Saúde e melhoria da qualidade de vida da população cearense.
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Proporcionar aulas teóricas e práticas aos alunos do Curso Técnico em Citopatologia, permitindo uma eficiente atuação no campo de trabalho de prevenção do câncer ginecológico.
– Formar profissionais com a capacidade de discutir o papel das alterações citológicas dos diferentes processos inflamatórios, pré-malignos e malignos.
– Melhorar a qualidade do diagnóstico laboratorial do câncer cervical, como um programa de rastreamento citológico, com ênfase à cobertura populacional, e da própria realização de exames.
– Estimular o técnico em Citopatologia a atuar em pesquisas que venham estudar a epidemiologia do câncer do colo uterino da região de abrangência do serviço.

7.4 Metodologia:
Considerando as peculiaridades da educação profissional, a metodologia utilizada envolve técnicas dinâmicas e indissociáveis dos conteúdos, proporcionando a interação teoria-prática, priorizando-se a problematização, o que torna a aprendizagem mais significativa.

7.5 Conteúdo
O curso é ministrado em quatro módulos:
Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de Técnico em Citopatologia; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I: Técnicas em Microscopia; Técnicas de Coleta e Coloração em Citopatologia Esfoliativa; Biologia Celular e Molecular; Noções de Histologia Geral; Noções Gerais em Anatomia e Fisiologia Humana; Processos Patológicos; Noções gerais em Microbiologia Humana.
Módulo Específico II: Nomenclatura Brasileira para Laudos Cervicais e Condutas Preconizadas; Noções Básicas em Coloposcopia; Citopatologia Inflamatória; Citopatologia Hormonal e Mamária.
Módulo Específico III: Citopatologia das Lesões Intra-Epitelial de Baixo Grau (LSIL) e de Alto Grau (HSIL); Citopatologia das Neoplasias Malignas Escamosas e Glandulares.

7.6 Carga-horária:
1.800 horas, distribuídas entre 1.200 horas teórico-práticas e 600 horas de estágio supervisionado.
 
8.0 TÉCNICO EM VIGILÂNCIA EM SAÚDE

8.1 Apresentação:
As ações desenvolvidas no âmbito da Vigilância em Saúde, aqui compreendida como a articulação de saberes e práticas referentes à Vigilância Sanitária, Epidemiológica, Saúde Ambiental e do Trabalhador, objetivam promover e proteger a saúde da população por meio do controle dos fatores de risco relacionados à prestação de serviços e produção de bens de interesse sanitário, ao meio ambiente e saúde do trabalhador. Nesse contexto, a Escola de Saúde Pública do Ceará apresenta o Curso Técnico de Vigilância em Saúde, objetivando contribuir para a consolidação de novos conhecimentos, mediante a formação dos profissionais de nível médio para execução de ações inerentes a esse campo da saúde coletiva.

8.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.

8.3 Objetivos:
– Formar profissionais técnicos de nível médio, para atuarem na área de Vigilância em Saúde, observando o compromisso social e a ética profissional no desempenho de suas funções, a fim de contribuir para a promoção, proteção, recuperação da saúde e melhoria da qualidade de vida da população cearense.
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.

– Favorecer a gestão dos sistemas de informação da Vigilância em Saúde buscando fornecer subsídios para a tomada de decisão.
– Desenvolver habilidades para a realização de ações de educação em saúde com enfoque para a vigilância em saúde, garantindo a recuperação da saúde e qualidade de vida.

8.4 Metodologia:
Considerando as peculiaridades da educação profissional, a metodologia utilizada envolve técnicas dinâmicas e indissociáveis dos conteúdos, proporcionando a interação teoria-prática, priorizando-se a problematização, o que torna a aprendizagem mais significativa.

8.5 Conteúdo
O curso é ministrado em quatro módulos:
Módulo Contextual Básico: Introdução à Saúde Pública; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I – Território e Saúde: Processo de Trabalho em Vigilância em Saúde; Território como Local de Produção de Saúde; Processos Produtivos e os Determinantes da Saúde-doença; Análise da Situação de Saúde; Utilização de Sistemas de Informação Geográficos.
Módulo Específico II – Vigilância em Saúde: Políticas e Programas de Vigilância; Ações e Responsabilidades; Tópicos de Epidemiologia; Sistemas de Informação em Saúde; Relação Saúde-ambiente e Trabalho; Educação Ambiental.
Módulo III –Risco em Vigilância em Saúde: Avaliação e Gerenciamento de Riscos; Ações de Controle e Monitoramento de Doenças, Vetores e Endemias; Instrumentos e Bases Legais.

8.6 Carga-horária:
1.800 horas, distribuídas entre 1.200 horas teórico-práticas e 600 horas de estágio supervisionado.

9. TÉCNICO EM PRÓTESE DENTÁRIA

9.1 Apresentação:
O Brasil Sorridente, lançado em março de 2004, em Sobral-Ceará, constitui-se em uma política estruturada pelo Governo federal, com o objetivo de ampliar e garantir a assistência odontológica à população brasileira. Os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) são unidades de saúde especializadas, constituindo-se em uma das frentes de atuação do programa. Cada CEO fará o atendimento clínico especializado que não puder ser executado nas unidades básicas e contará com um laboratório de próteses dentárias. Ao lado do câncer de boca, a ausência de dentes é um dos mais graves problemas da saúde bucal no Brasil. Estima-se que oito milhões de pessoas precisam de prótese dentária no país. Daí a necessidade de se dispor do Técnico em Prótese Dentária (TPD) nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

9.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o ensino médio.

9.3 Objetivos:
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Favorecer a inserção do Técnico em Prótese Dentária no mercado de trabalho.
– Favorecer o aperfeiçoamento profissional do Técnico em Prótese Dentária.
– Favorecer a adoção de atitudes positivas do Técnico em Prótese Dentária frente a mudanças e a novas situações profissionais.

9.4 Metodologia:
Importantes mudanças no contexto social, demográfico e epidemiológico, científico e tecnológico têm tornado a prática no campo da saúde cada vez mais complexa, exigindo das instituições educacionais importantes mudanças, principalmente no que se refere às suas abordagens educacionais, com o objetivo de aumentar a capacidade de preparar os profissionais de saúde para enfrentar novos desafios e de oferecer respostas adequadas às necessidades das comunidades. Os programas educacionais que a ESP/CE utiliza nos cursos técnicos devem, preferencialmente, ser baseados em problemas, promovendo, além da aprendizagem de conhecimentos integrados, o desenvolvimento de atitudes de cooperação, suporte mútuo e congruência social.

9.5 Conteúdo
O curso é ministrado em quatro módulos:
 Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de TPD; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I: Administração de Laboratório de Prótese; Materiais Dentários; Prótese Total.
Módulo Específico II: Princípios de Confecção de Próteses, Placas de Clareamento e Aparelhos Ortopédicos e Ortodônticos; Anatomia e Fisiologia do Sistema Estomatognático; Prótese Parcial Removível.
Módulo Específico III: Prótese Parcial Fixa; Princípios de Estética.
9.6 Carga-horária:
1.950 horas, distribuídas entre 1.300 horas teórico-práticas e 650 horas de estágio supervisionado.
 
10. TÉCNICO EM ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

10.1 Apresentação:
O atendimento ao paciente com risco de vida exige dos profissionais que atuam na área um leque de competências que os tornem capazes de intervir efetivamente, com vistas à redução da morbimortalidade. No entanto, observa-se que, nos cursos de formação profissional, a atenção referente à Carga-horária relacionada à área pré-hospitalar ainda é insuficiente. Além da fragmentação dos conteúdos e baixo aproveitamento do processo educativo, não existe no Brasil uma formação técnica de nível médio específica para o atendimento pré-hospitalar, apesar dos índices cada vez crescentes de mortes e seqüelas decorrentes de acidentes, traumas e violência. A partir da identificação dessa lacuna no Sistema de Saúde, a Escola de Saúde Pública do Ceará propõe o Curso de Formação de Técnico em Atendimento Pré-hospitalar, baseado na Abordagem por Competência.

10.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.

10.3 Objetivos:
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Favorecer a inserção do Técnico em Atendimento Pré-hospitalar no mercado de trabalho.
– Favorecer o aperfeiçoamento profissional do Técnico em Atendimento Pré-hospitalar.
– Favorecer a adoção de atitudes positivas do Técnico em Atendimento Pré-hospitalar frente a mudanças e a novas situações profissionais.

10.4 Metodologia:
Considerando que as importantes mudanças no contexto social, demográfico, epidemiológico, científico e tecnológico têm tornado a prática no campo da saúde cada vez mais complexa, exigindo das instituições educacionais importantes mudanças, principalmente no que se refere às suas abordagens educacionais, a ESP-CE utiliza estratégias metodológicas baseadas em problemas, com o objetivo de melhor capacitar os profissionais de saúde para responder adequadamente às necessidades da comunidade e enfrentar novos desafios, promovendo, além da aprendizagem de conhecimentos integrados, o desenvolvimento de atitudes de cooperação, suporte mútuo e congruência social.

10.5 Conteúdo:
O curso é ministrado em quatro módulos:
Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de Técnico em Radiologia; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I: Elementos de Anatomofisiologia I; Elementos de Farmamcologia I; Cinemática em Cuidados Pré-hospitalares; Avaliação da Condição Clínica; Relações Humanas.
Módulo Específico II: Elementos de Anatomofisiologia II; Elementos de Farmacologia II; Abordagem Pré-hospitalar nas Urgências Clínicas, Cardiológicas e Obstétricas; Suporte Avançado de Vida; Técnicas e Equipamentos de Transporte.
Módulo Específico III: Abordagem Pré-hospitalar no Trauma; Condução de Veículos de Urgência; Abordagem Pré-hospitalar em Problemas e/ou Distúrbios Comportamentais; Abordagem Pré-hospitalar em Situações adversas.

10.6 Carga-horária:
1.800 horas, distribuídas entre 1.040 horas teórico-práticas e 760 horas de estágio supervisionado.

11. TÉCNICO EM CUIDADOS DOMICILIARES

11.1 Apresentação:
O envelhecimento da população, a inserção da mulher no mercado de trabalho, as doenças crônico-degenerativas e os acidentes urbanos requerem uma formação especifica de profissionais para cuidar dos idosos, dos pacientes em regime de internação domiciliar e pessoas participantes do Programa “De Volta Para Casa”, que visa à reintegração social de pessoas acometidas de transtornos mentais, egressas de longas internações.  Observa-se que, nos cursos de formação profissional existentes, a atenção relacionada à população referida é insuficiente. Além da fragmentação dos conteúdos e baixo aproveitamento do processo educativo, não existe no Brasil uma formação técnica de nível médio específica para o cuidador domiciliar, apesar do aumento dos gastos com a hospitalização, as mudanças sócio-demográficas, a busca por um cuidado mais humanizado. A partir da identificação dessa lacuna no Sistema de Saúde, a Escola de Saúde Pública do Ceará, em parceria com o Sistema Municipal de Saúde Escola de Fortaleza e a Escola de Saúde da Família Visconde de Sabóia, propõem o Curso de Formação de Técnico em Cuidados Domiciliares, baseado na Abordagem por Competência.

11.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.

11.3 Objetivos:
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Contribuir para a inserção dos técnicos em Cuidados Domiciliares no mercado de trabalho;
– Favorecer o aperfeiçoamento profissional do técnico em Cuidados Domiciliares.
– Favorecer a adoção de atitudes positivas do Técnico Cuidados Domiciliares frente a mudanças e a novas situações profissionais.

11.4 Metodologia:
O programa de Técnico em Cuidados Domiciliares foi construído e será desenvolvido com base na abordagem por competências, tendo como objetivo melhorar a capacitação dos profissionais de saúde para responder adequadamente às necessidades da comunidade e enfrentar novos desafios, promovendo, além da aprendizagem de conhecimentos integrados, o desenvolvimento de atitudes de cooperação, suporte mútuo e congruência social.

11.5 Conteúdo:
O curso é ministrado em quatro módulos:
Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de Técnico Cuidados Domiciliares; Políticas de Saúde no Brasil: a Construção do SUS; Relações Interpessoais, Trabalho em Equipe, Comunicação e Ética; Educação para o Autocuidado; Saúde no Trabalho e Biossegurança; Primeiros Socorros; Gestão e Planejamento do Cuidado.
Módulo Específico I: Ciclos da Vida; Abordagem Familiar; Nutrição e Alimentação; Aplicação Básica de Informática.
Módulo Específico II: Cuidados Especiais no Domicílio; Cuidados de Higiene e Conforto; Mobilização e Segurança; Atividades Psicomotoras; Saúde e Segurança no Domicílio.
Módulo Específico III: Cuidados com a Pessoa Idosa; Atividades da Vida Diária; Estágio Complementar.

11.6 Carga-horária:
1.440 horas, distribuídas entre 800 horas teórico-práticas e 640 horas de estágio supervisionado.

12. TÉCNICO EM APOIO AO ACOLHIMENTO EM SAÚDE

12.1 Apresentação:
A função Técnico de Apoio ao Acolhimento em Saúde – TAAS nasce da necessidade de qualificar os trabalhadores que atuam na porta de entrada das unidades de saúde e estabelecem o primeiro contato do serviço de saúde com a população. Consiste em receber e informar o usuário, organizando o fluxo do atendimento nesses ambientes, com escuta ativa, comunicação e informação clara e compreensível, encaminhamentos resolutos, monitoramento e avaliação da mobilidade dos usuários nos serviços.  
 Sua atuação deverá ocorrer em instituições destinadas à prestação de serviços à saúde da população nos níveis de atenção primária, secundária e terciária. O Técnico de Apoio ao Acolhimento em Saúde é uma inovação na atual configuração da rede de saúde do Ceará, prestando serviços de maneira direta ao usuário, sua família e ao cidadão de uma maneira geral, com responsabilização e vínculo, contribuindo para o fortalecimento da Política de Saúde como direito de cidadania.

12.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam na porta de entrada ou no primeiro contato dos serviços de saúde com a população usuária do SUS, que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.

12.3 Objetivos:
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer a qualidade da atenção à saúde, o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Formar técnicos para atuar de maneira qualificada na porta de entrada dos serviços de saúde favorecendo o acesso do cidadão e a resolutividade dos serviços;
– Favorecer a adoção de atitudes positivas por parte dos profissionais da recepção dos serviços de saúde, constituindo-se em Técnico de Apoio ao Acolhimento em Saúde promovendo mudanças e oportunizando novas situações profissionais.

12.4 Metodologia:
O programa de Técnico de Apoio ao Acolhimento em Saúde (TAAS) foi construído e será desenvolvido com base na abordagem por competências, tendo como objetivo melhorar a capacitação dos profissionais de saúde para responder adequadamente às necessidades da comunidade e enfrentar novos desafios, promovendo, além da aprendizagem de conhecimentos integrados, o desenvolvimento de atitudes de cooperação, suporte mútuo e congruência social.  

12.5 Conteúdo:
O curso estrutura-se em módulos:
Módulo Contextual Básico: abordará as competências gerais para a formação técnica na área da saúde.
Módulo Específico: desenvolverá as competências específicas da formação de TAAS. Constituem conteúdos dos módulos: Introdução ao Mundo do Trabalho; Aplicação Básica de Informática; Referenciais Filosóficos e Saúde; Saúde e Contexto Sócio-Político I; Comunicação e Trabalho; Saúde e Contexto Sócio-Político II; Recepção Ativa; Psicologia e Saúde; Sociologia e Saúde; Informação e Trabalho em Saúde; Mobilidade nos Serviços de Saúde; Avaliação do Estado de Saúde; Indicadores de Saúde; Trabalho com Grupos; Ambiência em Saúde; Suporte Básico de Vida; Risco e Vulnerabilidade em Saúde; Ambiente de Trabalho; Planejamento dos Processos de Trabalho; Estágio em Ambiente de Trabalho.

12.6 Carga-horária:
1.800 horas, compreendendo conteúdos teórico-práticos e estágio supervisionado.
 
13. TÉCNICO EM SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE

13.1 Apresentação:
O ordenamento legal do SUS aponta as responsabilidades dos gestores do sistema para com o desenvolvimento e a formação dos trabalhadores para o setor saúde. Este programa de ensino visa ao atendimento de uma dada necessidade do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando lacunas existentes na área de sistema de informação em saúde nos municípios do Estado do Ceará. Os sistemas de informação têm dois importantes objetivos, quais sejam: disponibilizar informações epidemiológicas para os gestores do SUS, bem como possibilitar o financiamento da saúde no município. Quando estes sistemas não são adequadamente alimentados e analisados, informações epidemiológicas essenciais são negligenciadas, com implicações na atenção à saúde. A partir da identificação dessa lacuna no Sistema de Saúde, a Escola de Saúde Pública do Ceará, em parceira com o Sistema Municipal de Saúde Escola de Fortaleza e a Escola de Saúde da Família Visconde de Sabóia, propõe o Curso de Formação de Técnico em Sistemas de Informação em Saúde, baseado na Abordagem por Competência.

13.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o ensino médio.

13.3 Objetivos:
•    Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão de técnico, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Contribuir para a inserção dos técnicos em Sistema de Informação em Saúde no mercado de trabalho;
– Favorecer o aperfeiçoamento profissional do técnico em Sistema de Informação em Saúde.
– Favorecer a adoção de atitudes positivas do Técnico em Sistema de Informação em Saúde frente a mudanças e a novas situações profissionais.

13.4 Metodologia:
O programa de Técnico em Sistema de Informação em Saúde foi construído e será desenvolvido com base na abordagem por competências, tendo como objetivo melhorar a capacitação dos profissionais de saúde para responder adequadamente às necessidades da comunidade e enfrentar novos desafios, promovendo, além da aprendizagem de conhecimentos integrados, o desenvolvimento de atitudes de cooperação, suporte mútuo e congruência social.  

13.5 Conteúdo:
O curso é ministrado em quatro módulos:
Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de Técnico em Sistema de Informação em Saúde; Princípios da Gestão em Saúde e Planejamento do trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança no Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I: Fundamentos do Sistema de Saúde; Matemática Aplicada; Língua Portuguesa; Metodologia da Pesquisa; Ética Profissional; Introdução à Epidemiologia; Comunicação e Relacionamento Interpessoal; Aplicações Básicas de Informática I
Módulo Específico II: Aplicações Básicas de Informática II; Estatística Descritiva e Vital; Análise de Dados Qualitativos; Análise de Dados Quantitativos; Vinculação aos Sistemas do SUS; Processos de Coleta de Informações; Organização e Tratamento de Dados.
Módulo Específico III: Aplicações Básicas de Informática III; Gestão de Faturamento; Apresentação de Dados Técnicos; Controle e Avaliação dos Dados; Estágio Supervisionado.

13.6 Carga-horária:

1.440 horas, distribuídas entre 800 horas teórico-práticas e 640 horas de estágio supervisionado.
 
14. ATUALIZAÇÃO PARA PROFISSIONAIS DE NÍVEL TÉCNICO DA ÁREA DA SAÚDE

14.1 Apresentação:
No Brasil, há uma consciência crescente no âmbito do governo e da sociedade de que se faz necessária uma mudança do modelo assistencial predominante e uma reordenação do sistema de saúde, com vistas à efetividade, à qualidade e à racionalização dos custos. Para tanto, faz-se necessário o desenvolvimento de atividades diversificadas a serem executadas por profissionais da área, inclusive os técnicos. No debate contemporâneo sobre educação profissional, as necessidades ditadas pelo (re) ordenamento do setor produtivo exigem de todo trabalhador um processo de qualificação crescente. Para atender às atuais exigências do sistema e preparar-se para o futuro, o trabalhador precisa ser capaz de identificar situações novas, de auto-organizar-se, de tomar decisões, de interferir no processo de trabalho, de trabalhar em equipe multiprofissional e, finalmente, de resolver problemas que passam por constantes mudanças. Este curso de atualização visa desenvolver nos alunos as competências básicas aos trabalhadores de nível técnico, em suas diversas funções na área da saúde.

14.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.

14.3 Objetivos:
Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando o trabalho na área e ampliando seu campo de atuação.

14.4 Metodologia:
Considerando as peculiaridades da educação profissional, a metodologia utilizada envolve técnicas e dinâmicas indissociáveis dos conteúdos, proporcionando a interação teoria-prática, priorizando-se a problematização, o que torna a aprendizagem mais significativa. O curso é ministrado em um único módulo:

14.5 Conteúdo:
Introdução à Profissão; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.

14.6 Carga-horária:
450 horas, distribuídas da seguinte maneira: 340 horas teórico-práticas e 110 horas de estágio supervisionado.
 
15. AUXILIAR EM SAÚDE BUCAL – ASB

15.1 Apresentação:
O Programa Saúde da Família (PSF), estratégia de reorganização da Atenção Básica busca a vigilância à saúde, por meio de um conjunto de ações individuais e coletivas, situadas no primeiro nível da atenção voltadas para a promoção, prevenção e tratamento dos agravos à saúde. A inserção da equipe de saúde bucal no PSF, considerado um dos componentes da saúde em sua expressão mais ampla – enquanto qualidade de vida – adquire maior importância como estratégia de ampliação do acesso da população a essas ações que viabilizem a melhoria do quadro epidemiológico no Brasil. Este curso visa a qualificar Auxiliares em Saúde Bucal (ASB), com um perfil de desempenho exigido pelo Ministério da Saúde possibilitando, assim, a ampliação das ações de saúde bucal, por meio da implantação de Equipes de Saúde Bucal Modalidade I.

15.2 Público-alvo:
Trabalhadores que atuam no Sistema Único de Saúde e pessoas da comunidade que tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Fundamental.

15.3 Objetivos:
– Oferecer condições para que o educando desenvolva as competências profissionais necessárias e comuns aos trabalhadores da área da Saúde e as competências específicas da profissão, de modo a favorecer o diálogo e a interação com os demais trabalhadores, facilitando a navegabilidade na área e ampliando seu campo de atuação.
– Compreender os objetivos, princípios, bases operacionais e ações da Estratégia de Saúde da Família, com vistas à sua inserção nas equipes de saúde bucal.
– Compreender o processo saúde-doença bucal, seu impacto na saúde pública e atual perfil epidemiológico, com a finalidade de contribuir na melhoria dos indicadores de saúde bucal da população do território.
– Contribuir para uma melhor integração entre os membros da equipe do PSF, da equipe de saúde bucal e os usuários do sistema de saúde, visando a estabelecer vínculo com a população e relações interpessoais positivas entre os membros das ESB.
– Auxiliar na organização e planejamento das ações individuais e coletivas em saúde bucal nos ambientes comunitários e nos consultórios odontológicos das unidades de referência, visando à eficiência e eficácia das ações de promoção da saúde.

15.4 Metodologia:
Considerando as peculiaridades da educação profissional, a metodologia utilizada envolve técnicas dinâmicas e indissociáveis dos conteúdos, proporcionando a interação teoria-prática, priorizando-se a problematização, o que torna a aprendizagem mais significativa.

15.5 Conteúdo:
O curso é ministrado em dois módulos:
 Módulo Contextual Básico: Introdução à Profissão de ASB; Gestão em Saúde e Planejamento do Trabalho; Educação para o Autocuidado; Saúde e Segurança do Trabalho; Biossegurança nas Ações de Saúde; Ética e Legislação em Saúde; Suporte Básico de Vida.
Módulo Específico I: O TSB/ASB e a Segurança no Trabalho Odontológico; O TSB/ASB e a Biossegurança na Prática Odontológica; O TSB/ASB na Clínica Odontológica.

15.6 Carga-horária:
900 horas distribuídas entre 640 horas teórico-práticas e 260 horas de estágio supervisionado.