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Oficina de prevenção de Aids acontece em Baturité e Canindé

18 de agosto de 2010 - 10:20

 

“Eu preciso fazer o teste do HIV Aids?”. Essa é a pergunta tema da Oficina de Aconselhamento para Profissionais de Saúde, que será realizada nos dias 23, 24 e 25 de agosto, nos municípios de Baturité e Canindé. A oficina é voltada para médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais das Coordenadorias Regionais de Saúde dos dois municípios.

A oficina tem como objetivo proporcionar momentos de aprendizagem e reflexão sobre adolescência, direitos e vulnerabilidades; comunicação eficaz no aconselhamento em DST/HIV; Aids e estratégias de prevenção, entre outros temas relacionados.

A atividade é uma iniciativa da Coordenadoria de Pós-Graduação em Vigilância da Saúde da Escola de Saúde Pública do Ceará, em parceria com Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde, através do Núcleo de Prevenção e Controle de Doenças e do GT Adolescente, da Secretaria da Saúde do Ceará.

Epidemia

A epidemia da Aids vem assumindo proporções alarmantes, sobretudo diante da estimativa de que existam 11,8 milhões de jovens de 15 a 24 anos vivendo atualmente com HIV/Aids em todo o mundo. A cada dia, cerca de seis mil jovens dessa faixa etária se infectam com o HIV. No Brasil, dados do Ministério da Saúde comprovam que mais de 70% dos casos de Aids correspondem a indivíduos entre 20 a 39 anos, sendo que uma parcela considerável desses pacientes contraiu o vírus já na adolescência.

Outro fato preocupante é a crescente incidência da Aids na faixa etária de 13 a 19 anos, sobretudo entre adolescentes do sexo feminino, o que pode trazer como conseqüência a progressão da epidemia no Brasil, pela possibilidade do aumento da transmissão vertical do vírus.

Estudos revelam o início precoce da atividade sexual como uma das principais causas do aumento de casos de Aids entre meninas, em comparação ao aumento de casos entre meninos, possivelmente porque existe uma tendência das meninas, de se relacionarem com homens com maior experiência sexual e, consequentemente, estejam mais expostas aos riscos de contaminação por DST e Aids, fato não característico do comportamento dos meninos com a mesma faixa etária .

Capacitação

Diante do avanço da doença, “é imprescindível a realização de ações concretas que visem reduzir a vulnerabilidade dos jovens e adolescentes no que tange à contaminação por DST/HIV”, explica Cátia Albertin, uma das coordenadoras da oficina.

Segundo Cátia Albertin, a capacitação dos profissionais da saúde constitui uma das ferramentas essenciais para o enfrentamento desta epidemia, pois visa despertar nestes profissionais o interesse pelos temas abordados, incentivá-los para se tornarem multiplicadores dos conhecimentos adquiridos e sensibilizá-los quanto à importância de se trabalhar enfatizando constantemente as ações de prevenção das DST/HIV junto a este público.

“Conhecimentos mais aprofundados sobre estes temas possibilitarão aos profissionais de saúde o aprimoramento de sua abordagem junto a jovens e adolescentes, além de permitir que eles se tornem peça fundamental para promover mudanças, buscando estratégias de atuação que envolvam a participação do adolescente no processo de se auto-cuidar no exercício da sua sexualidade e sobretudo incentivá-lo a refletir sobre sua saúde sexual e reprodutiva”,  avalia Cátia Albertin.

 

Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE