Mostra de Territorialização em Saúde troca vivências e aprendizados
11 de maio de 2017 - 13:57
Qui, 11 de maio de 2017 17:05
Reunidos no auditório da Universidade do Parlamento Cearense (Unipace), professores, preceptores e os residentes das diversas ênfases que constituem o programa partilharam suas primeiras percepções das experiências vivenciadas a partir das atividades desenvolvidas nos territórios e hospitais do Ceará.
A mostra é um momento em que os 327 residentes se reúnem para apresentarem suas impressões iniciais vivenciadas e percebidas nos seus territórios de prática. Ela é mais um exemplo de ação horizontalizada que a RIS desenvolve, onde equipe pedagógica e corpo discente somam forças na potencialização do trabalho cujo objetivo maior é o fomento às práticas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse sentido, Amanda Frota, coordenadora da RIS-ESP/CE, falou da relevância do programa e suas práticas enquanto experiência humana e social. “Nós somos uma comunidade de práticas. Unidos por uma intenção não apenas de aprendizagem institucional, mas também como um programa de pós-graduação que está trabalhando não apenas as ciências, mas a cultura nessa clínica peripatética de buscar e entender o sujeito em seu contexto”, afirmou.
E esse contexto foi bastante enfatizado em cada uma das apresentações que os residentes trouxeram através das mais diversas formas de expressão. Houve apresentações de teatro, cordel, dramatizações com dinâmicas de corpo, música, além da exibição de vídeos contextualizando a história, a cultura e os desafios percebidos nesses locais de prática a serem territorializados.
Para Rafael Rolim, tutor da RIS-ESP/CE, pensar formas alternativas de lidar com a questão formativa é essencial para o trabalho em saúde. “O conhecimento sobre a realidade talvez aqui não apareça tanto no discurso falado, mas as fotografias, por exemplo, falam demais desses territórios explorados no sentido de descobertas”, ressaltou.
A programação da Mostra de Territorialização segue até o dia 12, quando serão apresentados alguns processos dando início à colaboração interprofissional em comunidades de prática. Além da realização de uma roda tutorial no período da tarde.
Depoimentos
“Quando a gente fala de saúde a gente fala de vida das pessoas, dos seres humanos. Hoje é um pedacinho, uma problematização de um todo que é muito mais complexo do que a gente possa imaginar. Mas existe uma riqueza incrível de saber, de troca, de experiência. Porque eu acho que enquanto a gente estiver segregando as políticas públicas a gente nunca vai conseguir chegar num ideal. O que a gente precisa é trabalhar a vida desses seres humanos e entender a complexidade de tudo.”
Andreia de Oliveira – Residente em Obstetrícia de Fortaleza
“Para nós, foi muito importante esse processo, fundamental. Tivemos muitas oportunidades de crescimento e o interessante é que a raiz de muitas das apresentações é praticamente a mesma. É baseada na vivência que a gente teve e embasada em cultura também. E é muito bom mesclar processo de saúde que a gente desenvolve.”
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