Enfermeiros de Itapipoca fazem curso sobre Aids e Sífilis
10 de junho de 2013 - 03:03
Seg, 10 de Junho de 2013 10:03
A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), em parceria com a Coordenadoria de Promoção e Proteção da Saúde, por meio do Núcleo de Prevenção e Controle de Doenças, da Secretaria da Saúdeo do Ceará, promove o “Curso Teste Rápido em HIV/ Aids e Sífilis”. A atividade acontece, de 10 a 12 de junho, em Itapipoca, sendo voltada para enfermeiros daquele município cearense.
O curso objetiva capacitar profissionais de saúde para o acolhimento, aconselhamento, utilização de testes rápidos, manejo clínico de parturientes HIV+ e crianças expostas. Com carga horária de 24 horas, o curso é coordenado pelo Centro de Educação Permanente em Vigilância da Saúde da ESP/CE.
A epidemia da Aids vem assumindo proporções alarmantes, sobretudo diante da estimativa de que existam 11,8 milhões de jovens de 15 a 24 anos vivendo atualmente com HIV/Aids em todo o mundo. A cada dia, cerca de seis mil jovens dessa faixa etária se infectam com o HIV. No Brasil, dados do Ministério da Saúde comprovam que mais de 70% dos casos de Aids correspondem a indivíduos entre 20 a 39 anos, sendo que uma parcela considerável desses pacientes contraiu o vírus já na adolescência.
Diagnóstico
Saber se tem o HIV precocemente permite começar o tratamento no momento certo e ter uma melhor qualidade de vida. Além disso, mães soropositivas podem aumentar as chances de terem filhos sem o HIV, se forem orientadas corretamente e seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto. O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito por meio de testes, realizados a partir da coleta de uma amostra de sangue.
O teste de Aids não deve ser feito de forma indiscriminada e a todo o momento. O aconselhável é que quem tenha passado por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido, faça o exame. Após a infecção pelo HIV, o sistema imunológico demora cerca de um mês para produzir anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste. Por conta disso, é melhor fazer o exame após esse período.
A recomendação vale para relação sexual desprotegida (inclusive sexo oral) e uso de seringas ou agulhas compartilhadas. Se o resultado for positivo, a pessoa pode fazer acompanhamento nos serviços de saúde e começar o tratamento no momento mais adequado. Esse cuidado se reflete na qualidade de vida de quem vive com HIV/Aids. As mulheres que desejam engravidar são aconselhadas a conhecer sua condição sorológica. A medida pode evitar a transmissão vertical do HIV e das hepatites (de mãe para filho). O HIV não é transmitido pelo beijo, toque, abraço, aperto de mão, compartilhamento de toalhas, talheres, pratos, suor ou lágrimas.
Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP/CE