Fixação de médicos é discutida na abertura do Seminário

17 de outubro de 2011 - 12:08

 


A discussão da mesa redonda de abertura abordou de forma global e
regional a questão do SUS e o profissional médico.

 

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), através da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), deu início nesta manhã, dia 17, ao I Seminário Estadual de Educação Médica Permanente do Ceará. A solenidade de abertura aconteceu no auditório Ciro Gomes e contou com a participação de autoridades da área da saúde e do ensino de formação médica. Além da superintendente da ESP-CE, Ivana Barreto, comporam a mesa de abertura o titular da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde, Milton de Arruda Martins, o secretário da saúde do Ceará, Arruda Bastos, o reitor da Universidade Estadual do Ceará (Uece),  Francisco de Assis Moura Araripe, o mantenedor da Faculdade Christus,  José Lima de Carvalho Rocha, entre outros convidados.

 

O Seminário reúne coordenadores e supervisores dos programas de Residência Médica, professores dos cursos de medicina do Estado, gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) e das instituições de ensino superior. O evento tem como objetivo debater e planejar o futuro da Educação Médica Permanente para os profissionais da Rede de Saúde do SUS no Ceará. A discussão da mesa redonda de abertura abordou de forma global e regional a questão do SUS e o profissional médico. Na ocasião, foram discorridos temas relacionados à pós-graduação, o mercado de trabalho, provimento e a fixação dos médicos em áreas remotas.

 

O secretário da SGTES, Milton Arruda, falou do empenho e iniciativas que o Ministério da Saúde está fazendo com relação à fixação de médicos em áreas remotas e de difícil acesso e a pró-residência no País. “O SUS tem que ser escola”, afirmou. Para ele, garantir o acesso a uma saúde de qualidade para o cidadão é uma questão central e que merece atenção. “Para isto, tal conquista passa pelo combate à pobreza”, complementou.

 

Ele falou da importância de não somente investir na graduação dos médicos, mas sobretudo na questão da qualificação, levando em consideração  a questão da expansão de vagas para a residência médica.

 

Milton Arruda, Secretário Nacional de Gestão do
Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do
Ministério da Saúde

Em sua opinião, se os estados assumissem a responsabilidade de desenvolver um programa de residência médica, ajudaria na fixação dos médicos em áreas onde o número destes profissionais é insuficiente para atender a população. Além disso, Arruda apresentou os objetivos da Universidade Aberta (UNA) do SUS e falou da relevância do Programa Nacional Telessaúde Brasil e do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica.

 

O secretário de saúde estadual Arruda Bastos enfatizou a importância de se discutir a educação médica permanente e parabenizou a iniciativa da Escola de Saúde Pública do Ceará, na pessoa da superintendente Ivana Barreto. Devido à expansão da Rede de Assistência do Ceará, ele falou da necessidade de mais profissionais médicos, sobretudo para as Policlínicas, os Hospitais Regionais, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

 

Em sua fala, o pesquisador da Estação de Pesquisa de Sinais de Mercado (EPSM) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sábado Nicolau Girardi, discorreu sobre o dinamismo do emprego na saúde, o mercado de trabalho médico e expôs alguns dados sobre os empregos formais em relação aos médicos no Brasil. Além destes assuntos, Girardi ressaltou as desigualdades na distribuição regional e falou sobre as especialidades médicas e a evolução dos mercados de formação e trabalho em relação às profissões ligadas à área da saúde.

 

O I Seminário Estadual de Educação Médica Permanente do Ceará prossegue com mais uma mesa redonda e dois paineis. No último dia do evento, 18, ocorrerá uma homenagem ao médico preceptor e uma mesa redonda, onde será discutida a Residência Médica. Na ocasião, serão debatidas a questão da institucionalização da preceptoria, o processo seletivo unificado e interiorização. Por último, serão realizadas quatro oficinas com o objetivo de identificar as potencialidades, estratégias e experiências de educação permanente para médicos adequadas às necessidades do Estado do Ceará.

 

Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE