Alunos ressaltam a importância do Curso de Libras

16 de setembro de 2011 - 11:57

Sex, 16 de Setembro de 2011 11:59

 

 

Diferente das aulas convencionais, onde o silêncio é normalmente vencido por algum comentário, no Curso de Língua Brasileira de Sinais para Profissionais do SUS a comunicação através dos sinais é recomendada. O curso, promovido pela Secretaria da Saúde (Sesa) e executado pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), é dividido em duas turmas, cada uma com 25 alunos. As aulas da turma 1, que teve início no dia 29 de agosto, prossegue até o dia 27 de outubro. Já a da turma 2, cujas aulas começaram em 31 de agosto, prosseguirão até 9 de novembro deste ano.

Na pretensão de ser um meio difusor da língua e da cultura do povo surdo, a capacitação almeja oferecer um suporte intelectual para quem tem o interesse de adquirir noções básicas em relação à comunicação na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Entre os alunos matriculados, encontramos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, auxiliar de farmácia além de outros profissionais. No final da carga horária, que é igual a 60h/a, os alunos terão a oportunidade de praticar em oficinas de atendimento ao paciente surdo. “Esperamos que eles possam sair sensibilizados, já tendo uma comunicação inicial em Libras com os surdos, a partir deste conhecimento prévio”, disse a coordenadora do curso Juliana Donato Nóbrega, do Centro de Educação Permanente em Atenção à Saúde da ESP-CE.

Para a recepcionista Alexandra Nogueira de Souza, que atua no Hospital Geral Dr. Waldemar de Alcântara, o curso é importante porque lhe capacitará a prestar um atendimento aos surdos de uma forma mais humanizada. “Como ouvinte, meu objetivo é adquirir conhecimento em mais uma ferramenta de comunicação. A partir do diálogo que terei com os pacientes surdos, espero amenizar o quantitativo de pessoas que atuam no SUS que não tem esta capacitação”, afirmou a enfermeira Maria Vilane Araújo, que trabalha na área de acolhimento/triagem do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).

Deficientes auditivos em números

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 10% da população mundial apresenta algum tipo de problema auditivo. Após levantamento, a OMS constatou que 1,5% da população brasileira sofre de algum tipo de deficiência auditiva, ou seja, 2,5 milhões de pessoas. Dados do Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a surdez é a terceira maior deficiência no país, com aproximadamente 5.800.000 surdos no Brasil. Em relação ao Ceará, a mesma pesquisa do IBGE apontou que 307 mil pessoas tem algum tipo de deficiência auditiva. Desta quantidade, quase 49 mil apresenta grande dificuldade permanente de ouvir e aproximadamente 9 mil se declararam surdos.

 

Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE