Capacitação debate Plano de Feminização da Aids no Ceará

22 de agosto de 2011 - 10:56

 

O Centro de Educação Permanente em Vigilância da Saúde da da Escola de Saúde do Ceará, em parceria com Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde, através do Núcleo de Prevenção e Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Ceará, promove a Capacitação sobre o Plano da Feminização das Aids no Ceará. A atividade, que acontece de 22 a 26 de agosto, na sede da ESP-CE, visa capacitar profissionais de saúde e tem como objetivo torná-los multiplicadores dos conteúdos assimilados e atuantes no enfrentamento da epidemia nos municípios.

 

A capacitação contemplará profissionais de saúde que atuam na Atenção Básica nos municípios de Acaraú, Baturité, Boa Viagem, Camocim, Eusébio, Frecheirinha, Horizonte, Itaitinga, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Maranguape, Morada Nova, Paracuru, Paraipaba, Pentecoste, Quiterianópolis, Quixadá, Tabuleiro e Ubajara. Estão disponibilizadas 40 vagas.

Epidemia

 

A epidemia da Aids vem assumindo proporções alarmantes, sobretudo diante da estimativa de que existam 11,8 milhões de jovens de 15 a 24 anos vivendo atualmente com HIV/Aids em todo o mundo (BRASIL, 2006). A cada dia, cerca de 6 mil jovens dessa faixa etária se infectam com o HIV. No Brasil, dados do Ministério da Saúde comprovam que mais de 70% dos casos de Aids correspondem a indivíduos entre 20 a 39 anos, sendo que uma parcela considerável desses pacientes contraiu o vírus já na adolescência.

 

Estudos revelam o início precoce da atividade sexual como uma das principais causas do aumento de casos de Aids entre meninas, em comparação ao aumento de casos entre meninos, possivelmente porque existe uma tendência das meninas, de se relacionarem com homens com maior experiência sexual e, consequentemente, estão mais expostas aos riscos de contrair DST e Aids.

 

Dados epidemiológicos revelam que, nos últimos anos, houve aumento  significativo de casos de Aids entre mulheres (adultas, jovens e adolescentes). Há, também, predomínio da transmissão sexual em jovens do sexo feminino, evidenciando que há uma tendência à feminização da epidemia.

 

O Ministério da Saúde já apontava em 2003, em seu documento sobre Políticas e Diretrizes de Prevenção das DST/Aids entre Mulheres, o crescimento diferenciado da epidemia entre homens e mulheres. Dados preliminares mais recentes do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (2009) apresentam um total de 544.846 casos de Aids acumulados no período de 1980 a 2009, sendo que destes, 188.396 são em mulheres, ou seja, cerca de 34% dos casos diagnosticados. Além dos dados acima citados, percebe-se que a epidemia da Aids vem se interiorizando e acometendo mulheres com pouca ou nenhuma escolaridade, em situação de pobreza e pouco acesso à informação.

 

Mais informações com o Centro de Educação Permanente em Vigilância da Saúde pelo fone 31011400.

 

Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE