Especialização focaliza prevenção da dengue, malária e febre amarela

25 de julho de 2011 - 10:54

Seg, 25 de Julho de 2011 07:54

 

Temas relativos a situação da febre amarela, dengue e malária serão abordados  na segunda unidade do IV Módulo do Curso de Especialização em Vigilância e Controle de Endemias, ministrado pela Coordenadoria de Pós-Graduação de Vigilância em Saúde da Escola de Saúde Pública do Ceará.

 

A segunda unidade, que acontecerá nos dias 27, 28 e 29 de julho, na sede da ESP-CE, focalizará a epidemiologia da febre amarela, dengue e malária e suas medidas de prevenção e controle, assim como a biologia e hábitos dos vetores destas doenças. O conteúdo dessa unidade possibilitará aos profissionais da área de Vigilância e Controle de Endemias o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes positivas para auxiliar a gestão de programas nesta área nos municípios cearenses.

 

As doenças transmitidas por vetores se constituem, ainda hoje, importante causa de morbidade no Brasil e no mundo. A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no país. O mosquito transmissor, Aedes aegypti, encontrou no mundo moderno condições favoráveis para uma rápida expansão, pela urbanização acelerada que criou cidades com deficiências de abastecimento de água e de limpeza urbana; pela intensa utilização de materiais não-biodegradáveis, como recipientes descartáveis de plástico e vidro e pelas mudanças climáticas.

 

Em relação à febre amarela, o Brasil possui a maior área enzoótica do mundo, abrangendo cerca de 5 milhões de km2, correspondendo à Região da Bacia Amazônica . O Ceará, mesmo não fazendo parte desta área, precisa intensificar e aprimorar as ações de vigilância da febre amarela com a finalidade de detectar precocemente a circulação viral importada para evitar a possibilidade de surto, pois existe a presença do vetor no estado.

 

A malária também persiste como uma das principais questões de saúde pública no Brasil. Assim como a febra amarela, sua morbidade acontece principalmente na região Amazônica, que registra cerca de 90% de todos os casos e onde a transmissão da doença está diretamente relacionada às condições ambientais e socioculturais. Porém, é na região extra-amazônica que a Malária apresenta maior letalidade, seja devido ao diagnóstico tardio, seja por manejo clínico inadequado dos casos esporádicos importados de áreas endêmicas ou mesmo autóctones em poucos estados.

 

Diante disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) vem desenvolvendo uma série de esforços solidários, buscando propiciar melhores condições para o adequado enfrentamento destas endemias. Para isso, esse curso ministrado pela ESP-CE pretende fazer com que os profissionais de saúde conheçam as estratégias preconizadas pelo Ministério da Saúde para prevenção e controle da dengue, febre amarela e malária.

 

Maiores informações pelo fone  3101-1400.

 

Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE