Seminário debate a Rede de Atenção Psicossocial

29 de abril de 2011 - 22:26

 

 

 

Promover a formação de profissionais de saúde que atuam em serviço ou ação de atenção psicossocial, álcool e outras drogas no Ceará. Esse foi um dos objetivos do I Seminário Cearense sobre Supervisão Clínico-Institucional no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O evento foi realizado nos dias 29 e 30 de abril, no auditório Ciro Gomes, da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), sendo uma promoção conjunta da Coordenadoria de Pós-Graduação de Atenção à Saúde da ESP-CE e do Núcleo de Atenção à Saúde Mental (NUSAM) da Secretaria de Saúde do Ceará (SESA).

 

Durante o evento foi apresentado e discutido o Projeto de Implantação da Escola de Supervisores Clínico-Institucionais do Ceará e realizada oficina para construção do I Curso de Formação de Supervisores Clínico-Institucionais no Ceará.

 

Do Seminário participaram profissionais de saúde que estejam atuando em serviço ou ação de atenção psicossocial, álcool e outras drogas no Estado do Ceará; docentes, especializandos, mestrandos e doutorandos da área de saúde mental das universidades públicas e privadas; usuários, familiares e demais componentes do controle social.

 

Objetivos

 

Apoiada pelo Ministério da Saúde, através da Coordenação Nacional de Saúde Mental, a iniciativa tem como objetivos: constituir um espaço de formação de novos supervisores; articular as ações de supervisão no território; promover a formação permanente para todos os supervisores clínico-institucionais que atuam na rede de atenção psicossocial, álcool e outras drogas nos municípios; e tornar-se dispositivo capaz de criar mecanismos de multiplicação e sustentabilidade das ações de qualificação da rede.

 

Rede de Atenção

 

A qualificação da Rede de Atenção Psicossocial, álcool e outras drogas, dos processos de trabalho, dos serviços, da gestão e da clínica da atenção psicossocial, é fundamental para o avanço da Política de Saúde Mental no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O fortalecimento dos processos de educação permanente é, nesse cenário, estratégia fundamental para a melhoria da qualidade do cuidado ofertado por meio dos CAPS e demais serviços e ações da atenção psicossocial no país e nos âmbitos regionais e locais.

 

Dessa forma, a supervisão clínico-institucional apresenta-se como ferramenta indispensável para a necessária transformação dos saberes e práticas das equipes de saúde mental na direção dos princípios da Reforma Psiquiátrica.

 

Pela definição da Portaria GM 1174, de julho de 2005, constitui-se como: “o trabalho de um profissional de saúde mental externo ao quadro de profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com comprovada habilitação teórica e prática, que trabalhará junto à equipe do serviço durante pelo menos 4 horas por semana, no sentido de assessorar, discutir e acompanhar o trabalho realizado pela equipe, o projeto terapêutico do serviço, os projetos terapêuticos individuais dos usuários, as questões institucionais e de gestão do CAPS, a articulação do serviço com a rede de saúde e intersetorial, e outras questões relevantes para a qualidade da atenção realizada”.

 

 

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Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE