Profissionais são capacitados para enfrentamento da Aids

12 de novembro de 2010 - 10:17

 

A Escola de Saúde Pública do Ceará, em parceria com a Coordenadoria de Promoção e Proteção à Saúde, através do Núcleo de Prevenção e Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde do Ceará, promove a Capacitação para o Enfrentamento da Epidemia de HIV/Aids entre Gays, HSH e Travestis do Ceará. Esta atividade visa capacitar profissionais de saúde para desenvolver ações estratégicas para o enfrentamento da Epidemia da Aids e sensibilizá-los para oferecer um atendimento de qualidade a Gays, Travestis, HSH (Homens que fazem sexo com homens).

 

A capacitação acontecerá em quatro módulos de 8 horas. Os módulos acontecerão no dia 12 de novembro, das 8 às 17 horas, no Hotel Mareiro, localizado na Avenida Beira Mar, nº2380. Nos dias 17, 19 e 24 de novembro, das 8 às 17h, no Magna Praia Hotel, localizado na Avenida Historiador Raimundo Girão, nº1002, Praia de Iracema, em Fortaleza.

 

Epidemia

 

A epidemia da Aids vem assumindo proporções alarmantes, sobretudo diante da estimativa de que existam 11,8 milhões de jovens de 15 a 24 anos vivendo atualmente com HIV/Aids em todo o mundo (BRASIL, 2006). A cada dia, cerca de 6 mil jovens dessa faixa etária se infectam com o HIV. No Brasil, dados do Ministério da Saúde comprovam que mais de 70% dos casos de Aids correspondem a indivíduos entre 20 a 39 anos, sendo que uma parcela considerável desses pacientes contraiu o vírus já na adolescência.

 

Estudos revelam o início precoce da atividade sexual como uma das principais causas do aumento de casos de Aids entre meninas, em comparação ao aumento de casos entre meninos, possivelmente porque existe uma tendência das meninas, de se relacionarem com homens com maior experiência sexual e, consequentemente, estão mais expostas aos riscos de contrair DST e Aids.

 

Dados epidemiológicos revelam que, nos últimos anos, houve aumento  significativo de casos de Aids entre mulheres (adultas, jovens e adolescentes). Há, também, predomínio da transmissão sexual em jovens do sexo feminino, evidenciando que há uma tendência à feminização da epidemia.

 

O Ministério da Saúde já apontava em 2003, em seu documento sobre Políticas e Diretrizes de Prevenção das DST/Aids entre Mulheres, o crescimento diferenciado da epidemia entre homens e mulheres. Dados preliminares mais recentes do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (2009) apresentam um total de 544.846 casos de Aids acumulados no período de 1980 a 2009, sendo que destes, 188.396 são em mulheres, ou seja, cerca de 34% dos casos diagnosticados. Além dos dados acima citados, percebe-se que a epidemia da Aids vem se interiorizando e acometendo mulheres com pouca ou nenhuma escolaridade, em situação de pobreza e pouco acesso à informação.

 

Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE