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Curso da ESP-CE debate a territorialização em saúde

9 de agosto de 2010 - 11:02

 
                                                                                                 Foto: Andréa Veras
 
O Curso de Especialização em Saúde do Trabalhador realiza, no período de 11 a 13 de agosto, a Unidade II – Territorialização em Saúde: Estudo das Relações Produção, Ambiente e Saúde do I Módulo – Produção, Ambiente e Saúde. O curso é ministrado pela Coordenadoria de Pós-Graduação em Vigilância da Saúde da Escola de Saúde Pública do Ceará, em parceria com a Secretaria da Saúde do Ceará. As atividades acontecerão nas salas Pontes Neto, Newton Gonçalves, Zélia Rouquayrol e Joaquim Eduardo, na sede da ESP-CE.

A nova unidade tem como objetivo analisar as inter-relações saúde, trabalho e meio ambiente, com a finalidade de preparar os alunos para elaborar um instrumento de territorialização em saúde, que considere os processos de dominação e apropriação dos territórios.

O reconhecimento do território faz parte das principais orientações do Sistema Único de Saúde (SUS), pois fundamenta e norteia as ações de saúde nas Políticas de Atenção Básica, de Promoção da Saúde e de Saúde do Trabalhador. Compreender a territorialização em saúde enquanto ferramenta para uma maior apropriação da realidade num determinado ambiente contribui de forma importante no auxílio às demandas de saúde existentes. A construção da territorialização em saúde implica o estudo das relações produção-consumo-ambiente-saúde, considerando os aspectos históricos e a evolução dos processos produtivos.

No Ceará

No Ceará, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e emprego de junho de 2010, o incremento dado pelo governo para promover a expansão de setores econômicos, tais como a construção civil, serviços, comércio, indústria de transformação, agronegócio e outros, tem possibilitado maior oferta de postos de trabalho no mercado formal, acumulando, ao longo dos últimos 12 meses, um aumento de 10,40% (+/- 98.373) de postos de trabalho.

Esses processos produtivos trazem impactos no território, gerando problemas ambientais e na saúde humana tais como acidentes industriais de dimensões local, regional ou planetária, acidentes de trabalho graves e nas doenças relacionadas ao trabalho que vitimam milhares de trabalhadores e a população vulnerabilizada por estes empreendimentos.

Frente a esta realidade, dotar os serviços de saúde de profissionais competentes nas abordagens de métodos de territorialização que incorporem as relações produção, ambiente e saúde considerando o campo da saúde do trabalhador, implica em assumir concepções de território que contemplem essas múltiplas dimensões.

Sobre o curso

O objetivo dessa especialização é contribuir para a estruturação da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) no âmbito do SUS. Essa rede compõe ações de assistência ao trabalhador na atenção primária, secundária e terciária, bem como ações de vigilância da saúde do trabalhador.

Do curso participam profissionais do sistema de saúde inseridos no Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) – estadual e regional, na vigilância da saúde, Rede Sentinela e na atenção básica de saúde.

Essa é a primeira vez que essa especialização é ministrada no Ceará, através da ESP-CE, e conta com a supervisão da Coordenadoria de Pós-Graduação em Vigilância da Saúde, em parceria com a Secretaria da Saúde do Ceará.

Financiado com recursos do Ministério da Saúde, o curso possui carga horária presencial de 360 horas e 100 horas destinadas à elaboração de monografia, exigida como trabalho de conclusão do curso.

A estrutura curricular, organizada em módulos, é baseada nas competências que os profissionais de saúde precisam desenvolver para o enfrentamento dos problemas na área da saúde do trabalhador.

Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE