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IV EXPOESP – Armando Raggio diz que saúde é democracia

3 de setembro de 2009 - 14:28

 

                                                                                                 Fotos: Andréa Veras

 

 

A saúde é democracia. Com essa frase, Armando Bardou Raggio, representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), definiu o conceito amplo da saúde em sua palestra sobre “Democracia e Gestão Participativa: Inovações, Desafios e Estratégias”, no primeiro dia de debates da programação da IV EXPOESP, realizada no auditório Ciro Gomes, na sede da Escola de Saúde Pública (ESP-CE).

Raggio comparou a construção do Sistema Único de Saúde (SUS) como a geração de um filho. Segundo ele, assim como o parto, é um processo lento para ser concebido. Mesmo depois de ter sido gerado, hoje o Estado brasileiro sente certo incômodo com o filho gerado por conta dos grandes desafios para tornar o SUS eficiente e eficaz em relação às necessidades de saúde da sociedade brasileira.

O representante do CONASS reconheceu que, apesar dos avanços, existem ainda muitos obstáculos a serem transpostos para a consolidação do SUS.  Entre eles, Raggio apontou a Gestão Participativa como um dos caminhos nesta perspectiva. “Uma das principais inovações da Reforma Sanitária brasileira é a possibilidade da participação social, mas, mesmo com esse avanço, não conseguimos lidar ainda com essa conquista”, avaliou Raggio.

Para o representante do CONASS, a Gestão Participativa é uma ferramenta importante na medida em que permite o gerenciamento de forma compatível dos recursos disponíveis e das demandas da saúde da população, fazendo com que o Estado possa estabelecer prioridades em suas políticas de saúde. 

Para o sucesso de uma Gestão Participativa, Raggio defendeu uma nova postura para os gestores públicos que administram o SUS. Raggio entende que o princípio de cidadania deve fazer parte do perfil dos gestores, no sentido de avançar no conceito da democracia, onde o Estado seja mais solidário e viabilize a maior participação dos atores sociais que integram os diferentes segmentos da sociedade.

Isso porque, segundo Raggio, “a participação social é geradora de decisões e inovações”, que são essenciais para superar os desafios a serem vencidos pelo SUS.  “É preciso que se tenha autoridade descentralizada na gestão do SUS acima das conjunturas políticas, com vistas a se garantir o direito universal à saúde de forma equitativa e justa para todos”, enfatizou ele.

Assessoria de Comunicação e Marketing da ESP-CE