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Saúde Pública no Ceará ganha destaque em Editorial do Diário do Nordeste

27 de fevereiro de 2009 - 03:00

 

As ações do Governo deverão dar uma resposta satisfatória às demandas da população na área da saúde.

O jornal Diário do Nordeste publicou no Editorial desta quarta-feira (25) o esforço do Governo Estadual em implantar um novo modelo de saúde pública. Na opinião do DN, as ações do Governo deverão dar uma resposta satisfatória às demandas da população na área da saúde. Entre os pontos destacados pelo jornal estão a implantação de Hospitais Regionais (o do Cariri e o de Sobral) para desafogar os atendimentos em Fortaleza, a reforma no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e a construção de 20 policlínicas no Ceará.

Leia abaixo a íntegra do Editorial do Diário do Nordeste.

Vencer os embaraços burocráticos vem se tornando tarefa hercúlea para os gestores públicos, sendo um exemplo manifesto o projeto do Hospital Regional do Cariri. Obra prioritária do programa de saúde do governo estadual, ainda assim levou dois anos entre a prancheta e o canteiro de obras, mesmo com o empenho pessoal do governante para romper os obstáculos.

A administração do Estado substituirá a política de ambulâncias para transferência de enfermos para a Capital pelo planejamento responsável, apoiado em dois grandes hospitais regionais, localizados no Cariri e em Sobral, e 20 policlínicas para os municípios de médio porte. Dessa maneira, prevê alcançar com serviços médicos de qualidade as regiões sul e norte do Estado e as áreas intermediárias com menor densidade populacional.

Superados os estorvos preliminares para deslanchar o novo conceito de saúde pública, estão começando, de fato, as obras civis do primeiro dos dois hospitais gerais preconizados, encravado no triângulo de integração das cidades de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato, equidistando dez quilômetros entre elas e contribuindo efetivamente para o processo de conurbação ali verificado.

O governo optou por aplicar nas novas unidades hospitalares do Estado o modelo de gestão do Hospital Waldemar de Alcântara. Esta é uma bem-sucedida experiência administrativa, conduzida por uma organização social, à semelhança da Rede Sara Kubitschek, e do formato desenhado pelo Ministério da Saúde para adotar nos hospitais federais. Essas unidades hospitalares são fundações, dispondo de autonomia administrativa e financeira, em que predomina o regime celetista nas relações de emprego tanto para o seu corpo clínico, como para o pessoal administrativo. O hospital é planejado para cumprir metas de gestão, levando-se em conta o retorno do investimento feito em saúde coletiva.

O Hospital Regional do Cariri terá 209 leitos e estará voltado para uma mesorregião integrada por 44 municípios, onde 1 milhão e 300 mil pessoas estão assentadas. Quando concluído, representará investimento de R$ 100 milhões, aplicados nas obras civis e nos equipamentos destinados aos serviços de traumato-ortopedia vascular, cardiologia, proctologia, gastroenterologia, urologia, oftalmologia, mastologia e clínica médica.

Papel essencial desempenhará com a concentração de 465 profissionais das áreas de saúde e de 650 de nível médio, servindo, ao mesmo tempo, como hospital-escola para as universidades do Cariri. A ser integrado à rede do Sistema Único de Saúde, o HRC disseminará seu atendimento pelos 33 municípios do Cariri e mais 11 do Centro-Sul, oferecendo padrão elevado de assistência médica à massa carente. Pelo menos, este será o seu papel.

A descentralização da saúde pública implicará, por último, na absorção da mão-de-obra de profissionais qualificados na região, contribuindo ainda para atrair especialistas de outras regiões. Ganham assim a saúde pública e a população do Cariri.

Coordenadoria de Imprensa do Governo
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