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Com as policlínicas, fica mais fácil realizar exames no Interior

15 de junho de 2010 - 12:37

 

 

O governo do Estado inicia a entrega das policlínicas regionais, no total de 21 previstas no Programa de Expansão e Melhoria da Assistência à Saúde do Estado do Ceará. Até o final deste mês será inaugurada a primeira unidade, no município de Tauá, um investimento de R$ 6.412.809,57. Desse total, R$ 3.253.086,57 nas obras e R$ 3.159.723,00 foram utilizados na aquisição de equipamentos. Em 12 das 21 policlínicas regionais, os recursos, no volume de R$ 40.563.989,35, são exclusivamente do Tesouro do Estado.

O Programa de Expansão e Melhoria da Assistência à Saúde, que inclui além das policlínicas regionais, a construção do hospital Regional do Cariri e o Hospital Regional Norte, e 16 Centros de Especialidades Odontológicas, prevê investimentos de R$ 571,4 milhões em recursos do Tesouro do Estado e de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Cinco Centros de Especialidades Odontológicas já foram inaugurados em Acaraú, Baturité, Juazeiro do Norte, Russas e Ubajara. Há 11 CEO em construção.

Nas novas policlínicas, a população do Interior terá acesso a exames e serviços que atualmente, na rede pública, são realizados somente na Capital. É o caso da tomografia computadorizada. A previsão é de que em cada policlínica do tipo sejam realizadas 3.696 consultas mensais. Os ambulatórios especializados das policlínicas tipo 1 incluem oftalmologia, otorrino, clínica geral, cardiologia, ginecologia, mastologia, cirurgia geral, gastroenterologia, urologia, traumato-ortopedia. Haverá apoio técnico de enfermagem, farmácia clínica, terapia ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia e assistência social. Os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico serão radiologia convencional, mamografia, ultrassonografia, endoscopia digestiva, ecocardiografia, ergometria, eletrocardiograma, audiometria e coleta de patologia clínica.

As policlínicas tipo II serão instaladas nas microrregiões de maior densidade populacional e, além de todos os serviços das policlínicas tipo I, ofertarão ainda endocrinologia, angiologia e neurologia e, em destaque, os serviços de tomografia computadorizada, eletroencefalograma e endoscopia respiratória.

As policlínicas tipo I terão 90 funcionários, sendo 22 médicos especialistas, 10 profissionais de saúde nível superior não médico, 24 de nível médio e 34 profissionais administrativos e técnicos. Nas policlínicas tipo II serão 29 médicos especialistas, 10 profissionais de saúde nível superior não médico, 29 de nível médio e 35 profissionais administrativos e técnicos, no total de 103 funcionários. A formação do quadro de pessoal é feita por processo seletivo executado pelo consórcio público microrregional, por meio da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE), constando de prova objetiva e prova de títulos.

O consórcio regional de saúde é o modelo de gestão adotado pelo Governo do Estado para as novas unidades ambulatoriais (CEOs e policlínicas). Os entes são os gestores municipais das microrregiões de saúde e o Estado. O custeio das novas unidades é rateado entre o Estado e os municípios consorciados. Para as policlínicas, as despesas de custeio são estimadas em R$ 515 mil, por mês, nas unidades do tipo I e R$ 582 mil nas de tipo II.

 

Conheça a policlínica por dentro

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Sesa